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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Capítulo 9 - Here Without You






"Eu penso em você querida e sonho com você o tempo todo.

Estou aqui sem você,

mas você continua comigo nos meus sonhos.

E esta noite somos só você e eu... "



3 Doors Down - Here Without You



Ele estava sentado no balcão juntos de mais alguns homens, me aproximei lentamente e não me intimidando com os homens que me comiam com o olhar sentei-me ao seu lado, ele por sua vez nem percebeu minha presença, mexia atenciosamente seu café.



-Amanheceu um belo dia não? – minha voz saiu ronca ao dizer isso.

-Ah é? Nem reparei! – diz indiferente sem me olhar.

-Ta emburradinho? – sussurrei em seu ouvido.



Tom fechou os olhos para sentir melhor meu cheiro e junto esboçou um sorriso lindo de canto.



-Sussurrando fica melhor de saber que é você! – diz dessa vez virando para mim com o sorriso aberto.

-Passou bem à noite? – perguntei tentando desviar de seu olhar provocativo.



-Nada, uma velha me contratou pela noite toda, mas não agüentou nem 1 hora inteira, tive que dormir do lado daquela coisa babona! – diz me fazendo rir. –Na verdade nem dormi... – começa dando uma pausa. –Passei a noite inteira pensando em uma mulher! – continua abaixando a cabeça novamente em direção a seu café.

-Lyah? – perguntei curiosa.

-Você acha que a Lyah é capaz de despertar o tesão há muito tempo adormecido em mim? – pergunta levantando o rosto pra me encarar.

-Hm...

-Eu só posso estar louco! – diz balançando a cabeça em negativo.

-E por que estaria? Então eu também estou! – afirmei olhando para o nada.

-Está? – pergunta me olhando sério.



Não tive uma resposta, peguei o cardápio e pedi meu café para a garçonete, Tom voltou sua atenção ao seu café e me deixou quieta.



-Me diz que nessa sua bolsa não está a sua câmera? – pede quebrando o silêncio olhando para a bolsa que guardo a câmera.

-Sim... Está sim! – respondi sem entender nada.

-Por favor, não faça o que Lyah quer? – pede me olhando dessa vez com um olhar triste.

-Mas por que não? Ai Tom me diz o que ela pensa em fazer? Imagino o que poderia ser, mas quero afastar esses pensamentos!

-Pois pode ser sim o que pensa Alê, por favor, não vá ao encontro dela hoje?

-Não tenho escolha Tom, se não for posso correr o risco de não te ver mais, e sinceramente não sei se agüentaria tal coisa! – confessei sentindo meu coração acelerar.

-Ela quer tirar fotos de nós dois... – diz com a voz tão baixa que mal pude ouvir.

-Vocês dois? – perguntei o seguindo com a voz baixa.

-Transando! – responde abaixando a cabeça mais uma vez.



Fiquei sem reação, havia imaginado que seria aquilo, mas senti tanta vergonha da parte dele que meu coração se encolheu no mesmo instante.



-Não quero deixar de te ver Tom! – sussurrei deitando em seu ombro.

-Ué, não vamos fugir juntos?

-Sim vamos, mas e se ela proibir de você fazer os trabalhos? Essa seria a desculpa pra sairmos essa semana pra arrumar alguns documentos!

-Droga, vai ser a pior vergonha da minha vida, ser fotografado com aquela velha nojenta! – resmunga virando o rosto para frente.

-Mas pode valer à pena! – comentei em seu ouvido mordendo o lóbulo de sua orelha em seguida.

-Não me provoque Alê! – diz virando seu rosto vindo de encontro de minha boca.

-Vai fundo, me beija Tom! – ordenei sentindo seu hálito de café tão próximo á mim.



Ele se afastou pegando uma nota de sua carteira jogando em cima do balcão, logo em seguida pegou minha bolsa me puxando junto.

Paramos num canto do Café, Tom me prensou na parede sorridente, mas logo mudou de expressão.



-É estranho isso que estou sentindo... Pena que esse sentimento é justamente por uma mulher comprometida! – diz bem perto de meu rosto.

-Esqueça que sou comprometida, sou apenas de boca, não tenho aliança com ele, não o amo mais Tom!

-Na verdade eu não me importaria em ser o outro, contanto que sinta mais prazer comigo do que com ele, está ótimo! – sussurra em meu ouvido beijando em seguida meu pescoço.

-Pode ter certeza que todo prazer, será você que me proporcionará! – exclamei antes de puxar seu rosto para beijá-lo.



Tom grudou mais seu corpo no meu, começamos a nos explorar ali mesmo no canto daquele Café, ele me beijava com desespero querendo me ter ali mesmo, me provocava se esfregando em mim mostrando estar na posição de “ataque”, e eu retribuía com passadas de mão leve por cima de sua calça.

Tom passou a morder meu pescoço com uma de suas mãos apoiada na parede e outra em meu seio, não me agüentei e enfiei minha mão dentro de sua larga calça, comecei a brincar ali ouvindo seus gemidos baixinho, não pude resistir e também gemi, Tom apertava com mais força meu seio como se o quisesse arrancar, nosso desejo estava a ponto de explodir, queria poder ser dele, cravei meus dentes em seu pescoço lhe dando um chupão que o fez se encolher por completo, aquela sensação foi à melhor que senti em minha vida...

Fomos interrompidos por uma garçonete que passava pelo local.



-Se os seguranças pagarem os dois aqui nesse amasso, podem ter certeza que serão expulsos aos murros! – diz a “simpática” moça saindo em seguida.



Tom me olhou sorrindo satisfeito, como se aquele pouco instante comigo tivesse valido a pena.

Peguei minha bolsa e em companhia do mesmo saímos pelas ruas de Barcelona.

Nosso desejo se notava a distancia, Tom me pegou pelas mãos me levando para um beco estreito e mesmo com a luz do dia o lugar era escuro, encostou-me à parede e me beijou.

Queria me entregar para ele ali na rua sem pudor. Ele me fazia ir à lua, apenas com seus beijos me fazia chegar ao clímax. Coisa que Dan teria de suar para conseguir tal feito.

Ele beijava meu pescoço e com os dedos me explorava. E foi com apenas um de seus dedos que começou a me provocar calafrios. Era bom demais, eu gemia e dizia seu nome em meio à excitação. Por incrível que pareça ele conseguiu me levar ao ápice com apenas aquele dedo.

Minha vontade era de chorar e dizer que estava me apaixonando e queria fugir com ele naquele mesmo instante para marte se fosse preciso. Mas não poderia, então o que me restou foi lhe proporcionar o mesmo prazer que ele me dera há instantes.



Abaixei-me ficando de joelhos na sua frente e sem pensar em vergonha ou moralismo abaixei sua calça e lhe acariciei primeiro com a mão, seus olhos se abriam e se fechavam de tanto prazer, sua boca estava entreaberta e gemia baixo, me excitava ver aquele rosto tão perfeito, aquela boca dizendo meu nome. Por fim foi a minha boca que terminou o trabalho. O senti estremecer logo me oferecendo um gemido rouco, pegou em meus braços me ajudando a levantar e após me olhar profundamente me abraçou fortemente. Não sei dizer precisamente quanto tempo durou aquele abraço, pois o tempo parou. Olhamo-nos profundamente novamente, Tom me beijou como eu nunca havia sido beijada por um homem, sua língua era calma e passeava por dentro da minha boca.

Minhas pernas começaram a me entregar. O beijo foi ficando mais exigente, deixei que minha língua explorasse de forma maliciosa a sua. Eu ia me entregar para ele ali mesmo, pois meu corpo não agüentava mais.



-Você é incrível! – sussurra em meu ouvido descendo após para beijar meu pescoço.

-Você é que é incrível. Ain Tom por que as coisas têm que ser assim? – perguntei grudando meu nariz no dele, ele nada respondeu.

-Vai chover! – diz olhando para o céu que escurecia. –Não quero que fique doente, vamos embora! – continua se esquivando de mim.

-Não! – comecei num grito. –Eu te quero Tom, não faz isso comigo, preciso de você, agora!

-Anjo, eu adoraria poder te amar aqui e agora, mas não seria certo, você não é qualquer uma, vamos ter calma ok? – começa acariciando meu rosto. –Pode ser idiotice dizer isso mesmo depois do que aconteceu aqui, te conheci praticamente ontem e já sinto que você é importante pra mim, eu te respeito Alê e quero que nossa primeira vez seja perfeita! – finaliza beijando meus lábios calmamente.



Os pingos começaram fortes e gelados.

Tom me beijou pela ultima vez antes de pegar novamente minha bolsa e voltar me puxar.



-Pra onde vai me levar? – perguntei sentindo os pingos me tocarem.

-Esqueceu do compromisso com Lyah? – pergunta parando em meio á chuva pra me encarar sério.

-Ah! Já havia esquecido! – afirmei o vendo mudar de expressão novamente.

-Vamos!



Voltamos a andar indo para um ponto de táxi, a chuva já havia parado quando chegamos á vitrine de Tom, Lyah já estava lá.



-Olha que bonitinho, a grande fotografa de mãos dadas com o garoto de programa! – zomba vendo Tom me puxar, o mesmo soltou minha mão na mesma hora, envergonhado.

-Nos encontramos no meio do caminho, Tom me puxou para cá devido à chuva...

-Não precisa explicar, só digo uma coisa mocinha, espero que Tom seja somente usado para as fotos, nem pense em iniciá-lo como modelo, não perderei dinheiro devido à perda de um dos meus melhores garotos! – avisa puxando Tom para seu lado como se fosse uma criança sem defesa. –Agora vamos, quero tirar logo essas fotos...

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