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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Capítulo 8 - Leb Die Sekunde


"Viva ao segundo
Aqui e agora Abraça-o com força..."



Tokio Hotel - Leb' Die Sekunde





Acordei com as batidas na porta, Gustav estava no banho, fui obrigada a acordar do ótimo sono para abrir a maldita porta.



-Bom di-a! – deseja Ingrid com um tom de voz auto logo abaixando ao perceber que era eu e não Gustav. –Errei de quarto! – diz sem graça ainda estranhando.



-Entra logo! – a puxei para dentro querendo voltar a dormir.
-O que faz aqui? – pergunta se jogando na cama ao meu lado.
-Quis dormir com Gustav, não posso? – perguntei de olhos fechados.
-Nossa isso soou pervertido, mas eu te entendo! – brinca me batendo com um travesseiro.
-Me deixa dormir Ingrid! – pedi empurrando o travesseiro.
-Nada disso, vim pra tomarmos café juntos, Bill está conversando com Georg e eu quero ficar com vocês, iria te ligar pra descer, mas já que está aqui, bom pra nós! – diz feliz e contente como uma boba alegre.
-Georg está aqui? – perguntei abrindo um pouco os olhos...



Georg foi minha primeira descoberta no mundo fotográfico, ele é um dos melhores modelos de Bill, viramos melhores amigos desde então, Bill admira a força de vontade que Georg demonstra em seus trabalhos, talvez seja por isso que tanto Bill como eu o temos como nosso melhor amigo, e também como nosso irmão mais velho.


-Sim está, chegou ontem à noite! – diz pegando o telefone da recepção.
-Pra onde vai ligar? – perguntei despertando melhor.
-Pedir nosso café! Trate de acordar de vez e ir fazer sua higiene amore! – ordena dando empurradinhas em mim.



Com muito custo acabei levantando, Gustav deixou a porta aberta, somente o Box estava fechado.



Entrei despreocupada indo escovar os dentes.
A me olhar no espelho não pude resistir e deixei um sorriso aparecer no canto dos lábios, em um dia tentamos duas vezes sem nenhum resultado.
Estava me sentindo uma adolescente fazendo algo escondido dos pais, e confesso que essa sensação é maravilhosa, claro que não sou a favor da traição, mas Dan deveria ter se tocado há muito tempo que já não o amo mais.



-Dan vai descer? – pergunta Gustav saindo enrolado do Box.
-Nem, e não inventa Gustav, vamos tomar café juntos, em família! – o repreendi antes que desse a idéia para a louca da Ingrid.
-Pronto já pedi! – diz feliz a mesma entrando no banheiro para lavar as mãos. –Quando é que vai entregar as fotos para o Bill? Viajaremos de volta daqui a três dias! – diz me assustando, eu tinha um prazo de duas semanas para encontrar um modelo e Bill diminui pra menos de uma semana?
-Como? Ta louca não é? – perguntei a vendo me olhar séria.
-E por que estaria?
-Oras Ingrid, Bill me deu duas semanas, por que essa mudança drástica? – perguntei desesperada.
-Bom digamos que ele não está se dando bem com o clima espanhol! – diz fazendo cara de fresca.



Não falei mais nada, saí correndo do quarto indo atrás de Bill.
Em seu quarto o mesmo conversava animadamente com Georg tomando seu café.



-Oi minha gata! Que cara é essa? – pergunta abrindo a porta.



Meu “desespero” logo passou ao ver Georg, pulei em seu colo feliz da vida.



-Ain meu nego que saudades! – brinquei com seu apelido carinhoso.
-Saudades é pouco, mas você engordou hein moça? – comenta também brincando.
-Ah larga de ser besta, continuo a mesma gostosa de sempre! – brinquei novamente voltando minha atenção para Bill que fez logo meu rosto mudar de expressão. –Bill seu cachorro, que coisa é essa de irmos pra Alemanha daqui a três dias? – perguntei ainda no colo de Georg.
-Ah mana, digamos que não estou me sentindo bem aqui! – diz fazendo bico.
-Ah não Bill, você tem que ficar mais, aliás, já que estamos os três juntos tenho que confessar uma coisinha! – comentei vendo os dois se entreolharem.
-Terminou com o Dan? Diz que sim? – pede Georg com olhinhos pidões.
-Não! – comecei me ajeitando na cama. –Mas conheci o clone do Bill que me deixou extremamente atraída, ai gente acho que to... Que to...
-Apaixonada? – pergunta os dois em uníssono.
-Sim? – confirmei confusa.
-Por um clone do Bill? – pergunta Georg com uma das sobrancelhas erguidas
-Ah que maravilha, agora é a oportunidade de acabar com o Dan... – começa Bill ignorando o que Georg acabou de dizer, mas parando para pensar. -Não é o garoto de programa não né Alê? – continua caindo na real logo após uma pausa.



Georg nos olhou confuso e eu fiz cara de coitada para Bill.



-É! – respondi baixo vendo os olhos de Bill se arregalar.
-Sua louca e se ele tiver doenças? Se quiser te roubar...
-Não Bill, pára, você não o conhece é um doce de homem, é lindo por dentro e por fora, não fale assim dele meu anjinho! – pedi com os olhos marejados, não pelo o que Bill dissera e sim por sentir que estava ficando louca.
-Bill não é por que o cara é garoto de programa ele não presta! – repreende Georg o olhando feio.
-Si, sim Bill, e outra eu quero mudar a vida dele, estou tentando convencê-lo a fugir comigo... – comentei gaguejando no começo logo me tocando da merda que falei.
-Fugir? – pergunta mais uma vez os dois juntos.
-É que ele é submisso á “patroa” dele, e tem medo dela não o deixar virar modelo, ain a história é complicada, mas digo uma coisa Bill Kaulitz, se decidir sair do país daqui a três dias, juro que você perde uma fotógrafa! – o ameacei séria.
-Nunca mais diga isso Alessandra! – diz com a voz alterada apontando o dedo para mim.
-Então é melhor me dá mais tempo, poxa Bill preciso ajudar Tom a arrumar seus documentos, você quer ou não um novo modelo? – perguntei fazendo minha famosa carinha de coitada.
-Ok Alê, te dou mais tempo... – começa revirando os olhos. –Mas agora diga o que houve entre vocês dois? – pergunta pulando na cama.
-Então... – comecei vendo os dois me olharem atentos. –Nós dois quase... Quase ficamos sabe? – continuei não querendo falar a palavra certa.
-Quase ficaram? Desde quando você é tímida Alê? – pergunta Georg confuso.
-Tímida? A Alê? Conta outra! – debocha Bill rindo para o nada.
-Perae, em qual sentido então pensando que é esse “ficar”?
-Dar umas bitoquinhas? – pergunta Georg rindo.
-Nãããooo... Nós quase fizemos besteirinhas...
-Quase transaram Alê? Fala logo assim... – diz Bill naturalmente abrindo logo após a boca surpreso. –Vocês quase fizeram besteirinhas? – pergunta chegando bem perto de mim super curioso.
-Sim! – respondi com os olhos brilhando.
-Deus do céu! – exclama o mesmo Bill surpreso.
-Ah que massa! – comemora um agitado Georg. –Mas como assim quase? – pergunta curioso.
-Bom a primeira vez foi devido á um maldito bilhete de Dan, nós dois estávamos lá no bem bom na cama quando tive a brilhante idéia de olhar para o lado, merda! – comecei com cara de decepcionada. –E a outra vez... Ai foi quase no meio da rua, foi tão... Tão bom, mas fomos interrompidos por policiais! – finalizei imaginando a cena sorrindo como adolescente levada.
-Na rua Alessandra? Ta louca mesmo! – diz Bill balançando a cabeça em negativo.
-Caraca será que só eu aqui vejo nisso uma aventura e tanto? – alegra-se Georg mais uma vez. –Alezinha, você tem total apoio do seu nego aqui, trai o Dan com gosto amiga! – diz me fazendo rir e Bill o fuzilar com os olhos.
-Traição só atrai traição, você gostaria que no auge do “relacionamento” com o garoto de programa ela seja traída pelo mesmo? Georg não seja infantil, não percebe que ela está apaixonada por um prostituto? Não percebe que podemos vê-la sofrendo se esse cara não quiser sair dessa vida? – pergunta revoltado como se eu não estivesse ali.
-Gente não é pra tanto...
-É sim Alessandra, não a vemos há muito tempo assim entusiasmada com alguém ou algo, olhe-se no espelho, seus olhos brilham quando fala desse cara que conheceu anteontem entende meu anjo? Ele é um garoto de programa, nunca vai ser capaz de te fazer feliz! Entenda isso!



Bill tinha razão, há muito tempo não me encantava com algo, fazia as coisas por simples obrigação.
Ele conseguiu me deixar pensativa com o caso de me apaixonar por um garoto de programa, sabia que aquilo seria loucura, eu tinha noção de que a qualquer momento Tom poderia voltar a fazer seus programinhas...




-Alê? – Georg me fez despertar do transe. –Não ligue para o que esse cabeça de nada fala, você tem o poder minha deusa e sabe disso, tem o poder de fazer homens cair aos seus pés, e só não conseguiu tal feito comigo e Bill por nos conquistou com sua amizade, porquê senão juro que estaria dando em cima de você nesse exato momento! – diz me fazendo sorrir.
-A questão não é ligar para o que eu digo cara, eu me preocupo com essa louca, ok? E só quero a felicidade dela, não quero vê-la sofrer mais do que já sofreu na vida! – defende-se Bill me abraçando de lado.
-Eu agradeço a preocupação dos dois! Mas não acho que isso dure muito, deve ser apenas atração por ele ser gato, isso vai passar ok? – comentei sentindo uma pontada no peito de tristeza antes de começar a levantar.
-Não fique assim maninha, eu só estou preocupado com sua felicidade! – diz Bill percebendo minha tristeza.
-Está tudo bem, vou subir pra arrumar minhas coisas, vou fazer um trabalho fora...
-Ciúme! – interrompe Bill numa fala rápida.



-Como?
-Como pergunto eu, como assim trabalho fora? – pergunta mudando de humor repentinamente.
-Eu falei trabalho fora? Não expliquei direito. – comecei respirando fundo tentando encontrar uma desculpa. –Vou sair pra tentar colocar as coisas no lugar, sabe minha mente está confusa, vou sair com minha amiga em punho pra tirar fotos da cidade Bill, não seja chato! – respondi achando a resposta uma idiotice.
-Hmm sei, espero que seja isso mesmo viu dona Alê? Não quero traição comigo!




Às vezes Bill conseguia ser mais grudento que o Dan, mas ao contrário do insuportável do Dan, Bill é alguém que jamais terei raiva ou vontade de me afastar dele como quero me afastar de Dan.
Saí do quarto correndo para o meu, arrumei minha câmera e minhas coisas silenciosamente para Dan não acordar, me arrumei e em seguida saí para tomar café em algum lugar da cidade, só não esperava encontrar justamente ele nesse lugar...





Próximo capítulo... '66
hauhauahuahua
Até mais.

Capítulo 7 - All I Need



"Pelo o olhar dos seus olhos
Eu estou lendo sua mente
Eu sei o que você está procurando
Um amor divino...”


Get Far - All I Need








Fomos para o ponto de táxi mais próximo dali, entramos em um e partimos para um lugar mais calmo de Barcelona. Antes passamos em uma loja de doces comprando diversas besteiras, o lugar pra onde partimos era praticamente deserto, peguei o telefone do taxista e fomos para um lugar onde dava para ver uma boa parte da cidade.
Acomodamo-nos em cima de algumas folhas secas mesmo e ficamos a fitar as lindas luzes de Barcelona à noite.




-Essas balinhas são boas demais! – diz com a boca cheia de balas de goma.
-Bill é viciado nelas, acabei me viciando também! – comentei rindo da forma dele de falar com a boca cheia.
-E esse Bill, é fresco e gay como esses estilistas por aí? – pergunta dessa vez me olhando.
-Bill gay? Never! Ele é namorado da minha irmã e meu melhor amigo, conheço Bill como a palma da minha mão, tem coisas que nem Ingrid sabe sobre ele! – respondi olhando para as diversas luzinhas brilhando.
-Ingrid é sua irmã?
-Sim, minha irmã mais nova... E modelo de Bill!
-Entendi! Bom senhorita, você já me perguntou de minha vida e eu respondi, que tal falar um pouco de você? – sugere me fazendo olhá-lo.
-Bom... Minha vida é meio estranha, minha mãe nos abandonou muito cedo, fomos criados por uma tia que mais nos maltratava do que cuidava, Gustav teve que começar a trabalhar muito cedo por que ela só nos dava um teto pra morar, a comida e as despesas ele teria de pagar por nós! – respondi de cabeça baixa.
-Nossa! – ele também estava de cabeça baixa.
-Quando completei 16 conhecemos Simone, ela nos ajudou a sair da casa de nossa tia, começou a cuidar de nós três, pagou os estudos e alguns cursos que queríamos, Gustav escolheu administração de empresas, eu de fotógrafa e Ingrid quis seguir os passos do namorado, mas no caso quis desfilar suas roupas. – continuei esticando um chiclete recém tirado da caixinha.
-Que sorte encontrar alguém que mudou a vida de vocês pra melhor e não pra pior! – comenta com a voz embargada.
-E esse momento chegou pra você Tom, me deixa te ajudar, por favorzinho? – pedi virando de frente pra ele.




Tom passou a me encarar com mais intensidade, seus olhos tinham um brilho diferente de quando eu o conheci, seu rosto lindo, porém sofrido reluzia algo diferente, uma expressão doce e feliz apesar de tristeza que aparentemente carregava dentro de si.



-Você é feliz com seu namorado? – pergunta curioso com um tom de voz doce e suave.
-Há muito tempo não sinto mais aquela excitação que antes sentia, Dan passou a ser apenas um homem normal em minha vida, não o amo mais! – confessei ainda o olhando nos olhos.
-E por que ainda está com ele?
-Gustav não aceita nosso fim, tenho medo de feri-lo se terminarmos! – respondi me sentindo uma covarde.
-Então prefere sofrer somente para fazer seu irmão feliz com esse namoro? – pergunta fazendo uma careta fofa.
-Não tenho escolha! – respondi abaixando a cabeça.
-Deixa-me tirar esses pensamentos de sua cabeça? – pede sussurrando em meu ouvido.
-Como? – perguntei também sussurrando.




Tom puxou meu rosto indo de encontro á meus lábios, o beijo que começou lento passou a ser selvagem e cheio de desejo.
Mais uma vez estávamos ali prontos pra um momento cheio de emoções.
Tom deitou seu corpo por cima do meu enfiando sua mão gelada dentro de minha blusa me fazendo gemer pela frieza da mesma.
Nós dois sorrimos.
No mesmo instante que chegou a meus seios sua mão esquentou, meu corpo já ardia de tanto fogo, sua boca explorava meu pescoço dando mordidas sensuais e gostosas, meus gemidos já se dava para ouvir.
Passou para minha calça, tirando apenas até a metade da perna, voltou para meu queixo dando leves mordidas e lambidas excitantes.
Naquele momento eu queria Tom mais do que qualquer coisa em minha vida, me esqueci completamente que Dan existia nesse mundo, foi então que decidi que seria dele, somente dele.



Deixei minhas mãos descer até seu pescoço acariciando levemente enquanto sua boca explorava minha barriga, ao começar a descer mais fomos interrompidos por uma forte luz em nossos rostos.


Tom se levantou rapidamente com a mão no rosto enquanto eu vestia o restante de minha calça.



-Acho que as leis do país estão bem claras não é mesmo Carl? – pergunta um dos policiais para seu companheiro.
-Sim, sim e uma delas é sobre a proibição de sexo em lugar público! – concorda o outro parando para nos encarar.
-Sentimos muito pelo ocorrido! – me manifestei envergonhada.
-Olha senhorita, Carl e eu não temos costume de prender esses espertinhos que teimam em transar em vias públicas, portanto, deixaremos os dois irem! – diz o simpático senhor gordinho que me encarava com olhos acolhedores.
-Obrigada, irei pedir um táxi para nos levar de volta, sinto muito mesmo pelo o ocorrido! – agradeci pegando o celular logo discando para o taxista.
-Tenham uma boa noite! E vão para um lugar mais apropriado para o caso! – deseja me fazendo queimar de vergonha.
-Obrigada! – agradeci com o celular já no ouvido.



-Já é a segunda vez que isso acontece! – comenta Tom decepcionado, assim que desliguei o celular.
-Isso o que? – perguntei curiosa.
-Essa interrupção! – responde insatisfeito.
-Sinto muito Tom, a primeira poderia ter acontecido de boa, mas eu e minha maldita consciência não deixamos! – comentei olhando para a rua vazia.
-Vamos para outro lugar? – pergunta com carinha de coitado.



Iria começar a responder quando o maldito celular começou a tocar, fiz um gesto com a mão pedindo licença para Tom e o atendi.



-Pronto? – respondi sem ver de quem se tratava a ligação.
-Alê onde é que se meteu? São 23h, pelo amor de Deus o que houve? – pergunta Dan com uma voz preocupada.
-Estou bem Dan... – comecei vendo Tom balançar a cabeça em negativo. –Já estou indo para o hotel, apenas saí pra esfriar um pouco a cabeça, somente! – respondi sentindo uma pontada no peito.
-Onde você está? Diz-me que vou te buscar! – pergunta ansioso.
-Estou bem Dan, logo estarei aí! Beijos! – finalizei desligando em sua cara. –Sinto muito, mas nossa noite termina...
-Aqui! Entendo! – completa minha frase com uma voz de cortar o coração.
-Tom ainda está de pé à proposta de fugirmos quando Bill voltar á Alemanha ok? – mudei de assunto pra tentar reanimá-lo.
-Eu to com medo desse favor que Lyah quer de você! – comenta com uma expressão preocupada.
-Você tem noção do que poderia ser? – perguntei curiosa.
-Não, vindo de Lyah tudo é possível! Mas pode ter certeza que o que tenho em mente é bem provável! – diz observando o táxi se aproximar.
-E o que você tem em mente?
-Não vou tirar conclusões precipitadas, vamos! – responde cortando nossa conversa abrindo a porta do táxi para eu entrar.



Durante todo o caminho não tocamos em nenhuma palavra, como a rua em que Tom trabalha era antes do hotel em que estava ele foi o primeiro a descer.
Nem ao menos se despediu de mim, tive que enfiar o dinheiro rapidamente em seu bolso antes de dar as costas para mim.

Assim que cheguei ao hotel liguei para Gustav, pedi a ele que deixasse dormir consigo, o mesmo aceitou depois de muito perguntar o porquê não queria dormir com Dan.
Subi até o quarto que era “meu” até então, peguei algumas roupas e sem explicar saí do quarto me dirigindo ao de Gustav.



-Por que veio para cá? – pergunta Gustav abrindo a porta.
-Senti falta de seu calor durante a noite! – comecei me jogando em sua cama. –Lembra quando morávamos na casa da bruxa? – perguntei me referindo a minha tia.
-E como lembro, tínhamos que dormir todos juntinhos num colchão pequeno! – diz deitando ao meu lado.



Esperei Gustav se ajeitar na cama e logo após deite-me por cima do seu peito.



-Aqueles foram nossos piores anos! – comenta afagando meu cabelo.
-Mas acabou, pra nossa felicidade acabou! – exclamei feliz.
-Qual é o problema hein maninha? Não te vejo sorrir há dias! – pergunta parando de afagar meus cabelos.
-Não tenho motivos Gustav, não estou feliz com minha vida, o que quer que eu faça? – perguntei o olhando.
-Você não anda feliz por que Dan quase nem tem tempo pra você não é mesmo? Pode deixar que o farei desistir de alguns trabalhos pra dar mais tempo á você! – diz me fazendo broxar só de ouvir o nome dele.
-Ok Gustav, ok! – concordei decepcionada querendo acabar com aquela conversa.



E assim foi, não falamos mais nada, desliguei as luzes e ainda deitada sobre o peito de meu irmão, peguei num sono profundo...


domingo, 26 de junho de 2011

Capítulo 6 - Listen To Your Heart





"Escute seu coração
Quando ele chamar por você
Escute seu coração
Não há nada mais que você pode fazer... "



Roxette - Listen To Your Heart





“Ele nada respondeu, meu sangue começou a ferver de desejo, foi quando não me importei com o namoro e parti para o ataque...”






Fui para cima de Tom cheia de desejo, peguei sua maçã jogando-a longe e sentei-me em seu colo.
O beijo foi quente e desesperado, minhas mãos em seu rosto demonstravam o quanto o queria.
Tom não perdeu tempo e me levantou em seu colo me jogando na cama logo se deitando por cima de mim, o prendi com minhas pernas cruzadas em sua cintura e começamos nos beijar loucamente.




O tempo parou para nós dois, seu corpo se acendeu rapidamente assim como o meu, nos acariciávamos com desespero, nossas respirações se tornaram ofegante e nossos corpos se molharam rapidamente de suor.




Suas mãos maliciosas acariciavam-me por cima da roupa, mas seus lábios não desgrudavam dos meus, era tudo tão gostoso, a pele macia e lisa dele, seu toque, seu beijo. Tom é perfeito e me faz sentir coisas que nenhum homem me fez algum dia.




Ainda com sua boca “grudada” na minha, começou tirar desesperadamente minha roupa, senti seu dedo me tocar lentamente na parte íntima, coisa que me fez gemer baixinho.
Saiu de minha boca indo para o pescoço, virei meu rosto para o lado sentindo o fogo tomar conta de mim, foi quando vi o bilhete de Dan, deu dor na consciência no mesmo instante.




-Não pára! Pára tudo! – o empurrei.
-O que houve? – pergunta ofegante.
-Isso não é certo Tom, não mesmo! – respondi sem ver a cara de decepcionado dele.
-Ok! – diz se levantando rapidamente pegando suas roupas e as vestindo.




Estava tão envergonhada que nem ao menos tive coragem de olhar a cena.
Tom se vestiu rapidamente e sem pegar o dinheiro daquele dia saiu batendo a porta.
Senti a porta estremecer e junto eu também estremeci.
Agarrei meus joelhos e do nada comecei a chorar, lágrimas que não tinham permissão para sair rolando assim do nada.
Peguei o maldito bilhete que me fez surtar e enxugando as lágrimas li.



“Amor, fui com Gustav comprar seus chocolates preferidos e fazer algumas comprinhas para você e eu, te amo e mais tarde nos veremos!”



Apertei os olhos e junto mais lágrimas escorreram, não o amava mais, mas mesmo assim deveria manter um relacionamento falso somente para não magoar a pessoa que mais amo na vida... Gustav.
Deitei-me ainda chorando, Tom não saía da cabeça, decidi tentar dormir um pouco e mais tarde resolveria o que faria quanto ao fato de não ter pegado o dinheiro.



Acordei com Dan cheirando meu cabelo que nem um maníaco.



-Boa noite dorminhoca! – deseja mordendo meu lábio.
-Que horas são? – perguntei tentando me esquivar para olhar as horas.
-Já são nove da noite! Vamos sair pra jantar? – pergunta cheirando meu pescoço.
-Não, tenho que resolver algumas coisas! – respondi levantando rapidamente.
-Mas pensei que nós...
-Pensou errado Dan, é meu trabalho e preciso resolver! – o interrompi entrando no banho.



Tomei um rápido banho e sem dar explicações para Dan sai correndo para procurar por Tom.



A noite estava fria e ventava muito, saí bem agasalhada.
Cheguei à pequena rua estreita de táxi mesmo, desci correndo do carro jogando ao motorista uma nota maior que poderia pagar-lhe a viagem e fui em direção a vitrine de Tom.



Chegando a vi com as cortinas fechadas, imaginei que estava ocupado acabei sentando no chão frio daquela noite fria para esperar.



Recebi cantadas de homens e mulheres que tanto fora como dentro de suas vitrines me chamavam para fazer programas.
Abracei minhas pernas tanto com frio como com medo de alguém tentar algo a força, não queria sair dali enquanto Tom não aparecesse, foi quando senti uma forte mão me puxar para cima à força.



-Ta louca ficar sentada aí? – pergunta Tom me puxando para outro lugar.
-Tava te esperando! – respondi já de pé.
-Pra que? – pergunta sério me puxando e logo me encostando a uma parede num beco iluminado apenas pela luz da lua.
-Pedir desculpas... E te pagar pelas fotos! – respondi sem conseguir olhá-lo nos olhos.
-Não precisa pedir desculpas, sou um garoto de programa e sei que com certeza a senhorita Dominguez deve ter ficado com nojo de mim! – diz me deixando revoltada.
-Como? Está louco? Você seria a ultima pessoa que sentiria nojo... – exclamei sem entender o porquê daquilo.
-Você mal me conhece e já me trata como se fosse um íntimo! – diz sorrindo de minha expressão confusa.
-Eu queria que você saísse dessa vida, já disse que tem talento Tom, mas se você não aceita ajuda, o que poderei fazer?
-É estranho como as pessoas se encantam assim tão rapidamente por outras, você me conheceu ontem e já quer me ajudar, por que isso Alê? Não preciso de ajuda!
-Se você gosta dessa vida ok, não te perturbarei mais! – falei rapidamente pegando dinheiro na carteira.



Tom me encostou mais na parede segurando firme meu rosto, senti seu hálito quente ao se aproximar de meu pescoço subindo para o ouvido.



-Não quero deixar de te ver! – sussurra em meu ouvido me deixando quente na mesma hora.
-Então por que não aceita vir comigo? – sussurrei também em seu ouvido.
-Ir com você? Como assim? – pergunta já com a voz normal olhando em meus olhos.
-Não te contei a parte da viagem, bom o modelo que Bill escolher irá conosco para a Alemanha...
-Alemanha? Meu sonho é conhecer a Alemanha! – diz empolgado.
-Pois se aceitasse a sair dessa vida iria conhecer o mundo inteiro! – respondi ainda mais empolgada vendo sua expressão de felicidade sumir de repente.
-Ela nunca aceitaria! – diz se afastando de mim.
-Foge comigo? – sugeri segurando seu braço.
-O que? – pergunta incrédulo.
-Fingimos estar trabalhando até Bill decidir voltar á Alemanha, nesse meio tempo iremos arrumar os documentos como passaporte e o que mais for preciso e no dia da viagem te contrato novamente e fugimos! – expliquei vendo um largo sorriso aparecer em seu rosto.
-Você é louca! – diz rindo.
-Sim sou louca e quero te ajudar! – confirmei o olhando profundamente.
-Não preciso de ajuda, mas essa de fugir poderá ser uma aventura e tanto, e como nunca passei por uma aventura na vida, aceitarei! – diz me fazendo dar um grito de felicidade. –Ta louca? Quer chamar a atenção dos outros? – pergunta tampando minha boca.
-Vai ser os melhores dias de sua vida! Eu prometo! – falei baixinho sorrindo como criança.
-Tenho certeza que será! – confirma também sorrindo.



O silêncio tomou conta de nós dois, Tom me olhava atento e eu olhava o nada.
Fomos interrompidos por passos fortes de alguém que vinha em nossa direção.



-Tom o que faz aqui? – pergunta uma senhora não me vendo no local.
-Eu estava conversando com a moça! – diz com uma voz calma como se devesse realmente submissão á tal mulher.
-Ah, cliente! – diz ela. –Por que não “conversa” em sua vitrine? – sussurra chegando bem perto de Tom para que eu não ouvisse.
-Não vim para isso senhora! – interrompi temerosa.
-Ah não? – começa decepcionada. –Então volte a seu trabalho Tom! – continua vendo Tom começar a andar. –Espera! – segura no braço de Tom. –É ela a fotógrafa? – pergunta com um olhar curioso em mim.
-Sim é ela mesma! – responde Tom de cabeça baixa despertando um sorriso malicioso na mulher.
-Ótimo, se quer ver Tom novamente em sua casa para fazer as tais fotos, é melhor vir amanhã às 17h, precisarei de uns favorzinhos seus! – ordena como se ela mandasse em mim.
-Como? Não entendi bem senhora? – perguntei realmente sem entender.
-Não se preocupe! – começa revirando os olhos. -Pagarei pelo serviço, quero que tire algumas fotos minhas, acho que tenho o direito de guardar recordações minhas, certo? – diz sorrindo sombriamente.
-Sinto muito, sou fotógrafa particular de um estilista...
-Então esse estilista ficará sem Tom, pois daqui ele não arreda o pé para ir ao seu apartamento! – diz puxando Tom me deixando assustada.
-Ok, ok! Virei nesse horário! – aceitei rapidamente.
-Ótimo! – alegra-se voltando a puxar Tom.
-Mas o quero por essa noite! – falei vendo os dois virarem surpresos.
-Ok, cobre mais caro Tom! – ordena voltando a andar deixando Tom e eu para trás.
-Por que disse que me quer por hoje? - pergunta sem entender.
-Vem comigo! – saí correndo o puxando...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Capítulo 5 - Sexy Love




“Ela faz os pêlos da minha nuca se arrepiarem.
Com apenas um toque... E eu entro em erupção como um vulcão... “




Ne-Yo - Sexy Love






Não consegui dormir direito, depois de ver Dan caindo num sono profundo, comecei a ver as fotos que havia tirado de Tom, era muita perfeição num homem só.
Nunca passei a madrugada em claro planejando o futuro de alguém como estava planejando o dele, sei que é estranho planejar a vida de alguém que nem sei direito se quer ou não sair da vida em que está, mas desejo tanto vê-lo fora dessa roubada que acabo tendo esses pensamentos.

Quase amanhecendo consegui pegar no sono, ouvi Dan tomando banho e saindo deixando um bilhete, mas o sono era tanto que nem levantei para lê-lo.
Dormi até tarde, sem perceber a hora fui acordada pelo som irritante do telefone.




-Pronto? – atendi sonolenta.
-Senhorita Dominguez, Tom Hernandez está aqui na recepção, devo deixá-lo subir? – pergunta a recepcionista me fazendo estranhar o sobrenome dele que até então não tinha perguntado.
-Tom? Nossa o Tom, mas que horas são? – perguntei pra mim mesma ainda no telefone. – Mande subir! – finalizei dando um pulo da cama correndo até o banheiro.





A única coisa que deu para fazer rapidamente foi escovar os dentes e lavar bem o rosto, estava no 5º andar obviamente de elevador é bem mais rápido chegar.
A campainha tocou e sem perceber a roupa que vestia fui atendê-la.




-Bom dia! – desejei sorrindo vendo o olhar de Tom em meu corpo.
-Boa tarde! – deseja ainda de olho em meu corpo.




Olhei para baixo observando bem minha “roupa”.
Estava apenas de calcinha rosa bebê, e uma fina e transparente regata preta, sem sutiã.




-Deus meu, olha minha situação! Espera aí Tom! – fechei sem pensar a porta na cara do coitado.




Fui até minha cama pegar o roupão que estava na beirada e o vesti voltando correndo para abrir a porta.




-Pronto! – falei sorrindo para ele parado no mesmo lugar.
-Tava melhor como estava! – diz com uma voz sexy.
-Hã?
-Eu disse que estava melhor sem esse roupão! – responde descaradamente.
-Hm...
-Não precisa dizer nada, deve ser submissa ao namorado não é? Nunca iria ficar com um cara como eu! Mas me diz, hoje voltei pra fazer mais serviços daqueles, ou vamos partir pra algo mais gostoso? – pergunta tirando a blusa de frio ficando apenas com a enorme camiseta me olhando com uma carinha pervertida.
-Primeiro não sou submissa á meu namorado, até por que não tenho motivos para traí-lo! – comecei pensando que com ele no quarto teria sim motivos. –E segundo, você vai sim fazer mais alguns “serviços” para mim, mas antes quero conversar com você! – continuei respirando fundo sentando um pouco afastada dele, confesso que só seu cheiro me deixava “alerta”.
-Bom então diga! – pede se sentando numa poltrona.
-Eu quero te iniciar na vida de modelo...
-Esquece! – interrompe balançando a cabeça negativamente.
-Mas por que não? – perguntei surpresa.
-Lyah nunca permitiria! – diz convicto.
-E quem é Lyah?
-A mulher que...
-Te iniciou nessa vida! – completei revirando os olhos.
-Sim!
-E ela é sua dona por acaso? – perguntei debochada.
-Sim! – responde com a cabeça baixa me fazendo ficar boquiaberta.
-Como é que é? – perguntei surpresa logo soltando uma risada alta.
-Não sei por que o riso! Lyah me ajudou durante toda a vida, devo a ela meu respeito e dedicação no trabalho! – as palavras dele não me faziam sentido algum.
-Isso foi a coisa mais ridícula que já ouvi na vida Tom, como você pode dizer que deve respeito á alguém que te iniciou na prostituição? – perguntei dessa vez séria.
-Eu sei que não faz sentido, mas foi ela que me tirou das ruas...
-Você não tem família? – o interrompi.
-Eu fui criado num abrigo, fugi de lá com 10 anos, desde então morei nas ruas até Lyah me encontrar! – responde com uma voz meio triste.
-Isso não quer dizer que você seja submisso á ela! Tom você já é maior de idade e pode tomar as decisões por si próprio...
-Não é assim Alê, não quero dar as costas assim pra ela...
-Deixa eu te ajudar? – o interrompi ficando de joelhos em sua frente o olhando firmemente.
-Por que quer tanto me ajudar?
-Porque você tem talento para ser modelo!
-Ninguém aceitará um garoto de programa como modelo!
-Eu estou aceitando, e a partir do momento que Alejandra Dominguez “faz” um modelo, o cara é requisitado por todos no mundo inteiro! – exclamei orgulhosa vendo nosso olhar mudar de “sentido”.
-Vamos começar logo? Hoje o dia é pra ela! – pergunta voltando do transe.
-Pra ela?
-Lyah sempre reserva um dia pra passar comigo!
-Então você é “companheiro” dela? – perguntei sentindo uma pontinha de inveja.
-Às vezes sim!
-Que inveja! – pensei alto sem ver sua reação.
-Se quiser não tiramos fotos hoje, tiramos nossas roupas e fazemos o que sei de melhor! – sugere me fazendo olhá-lo surpresa.
-Eu vou me trocar, terminaremos hoje a sessão que tenho que levar para Bill! As roupas são aquelas que ainda não provou! Pode fazer a primeira troca, mas apenas de calça, pode ficar sem camisa! – avisei apontando as roupas que ainda não tinha entrando nos looks dele.
-Ok!




Entrei no banheiro com duas peças de roupas de “verdade”, as vesti e voltei para o quarto arrumando minha câmera.
Tom já estava com a calça, sentado na cadeira me esperando.




-Pode se posicionar! – pedi o vendo ir para frente da “lona”. -Bom hoje as fotos serão sexys, Bill precisa ver todas as “performances” do cara pra depois aceitá-lo como modelo de sua nova coleção!
-E quem é esse Bill? – pergunta me fazendo sorrir. –Por que sorriu?
-Desculpe, mas é que lembrei o quanto Bill e você são parecidos! Mas então, Bill é o estilista pra quem trabalho... E meu melhor amigo também! – respondi chegando perto dele.




Ao começar a abrir seu zíper percebi que seus pêlos se arrepiaram de imediato, o olhei no fundo de seus olhos cor de mel me contendo para não beijá-lo e o mesmo retribuiu o olhar espantado.




-O que houve? – perguntei num sussurro devido à proximidade de sua boca.
-Você abrindo...
-Ah não, é pra tirar as fotos! – o interrompi me afastando e sorrindo.
-Ah... Que pena! – brinca também sorrindo.




As primeiras fotos saíram naturalmente, mas conforme ia tirando, mais reparava no olhar distante e triste que Tom levava consigo.




-Está triste? – perguntei depois de dar um tempo para descanso.
-Não! Sou assim mesmo! – responde mordendo uma maçã.
-Pensa bem no que eu te disse? – pedi o observando comer tão sensualmente aquela maçã, desejei ser ela por alguns instantes.




Ele nada respondeu, meu sangue começou a ferver de desejo, foi quando não me importei com o namoro e parti para o ataque...


~



Oi?

Capítulo 4 - Secret Love




"A primeira vez que te vi

Me perdi em seus olhos

As palavras não podem dizer-lhe

O que sinto por dentro... "



Ian Van Dahl - Secret Love





Dan estava ali parado todo sorridente do lado de fora da suíte.
Seu largo sorriso aumentou ainda mais ao se aproximar de mim, me puxando para um beijo exageradamente sufocante.





-Nossa tava morrendo de saudades dessa boca gos... – começa parando vendo Tom sem camisa incrédulo com a cena parado no meio do quarto.
-Dan esse é Tom, Tom esse é o Dan... Meu namorado! – quebrei o silêncio fazendo as apresentações.
-E o que o Tom faz aqui Alessandra? – pergunta Dan sério.
-Tom é meu modelo! – respondi confiante.
-Modelo? – pergunta os dois juntos e confusos.




A cena seguinte foi totalmente confusa, com a pergunta de Tom, Dan o olhou desconfiado e Tom me olhava mais confuso ainda.




-É Dan, Tom é meu novo modelo! – respondi indo em direção de Tom fazendo uma cara para ele concordar.
-Si... Sim, sou modelo! – responde Tom gaguejando.
-Nunca te vi antes! – Dan fechou a porta.
-Dan não é só por que você é modelo, precisa conhecer todos os outros, não é? E outra, Tom é uma descoberta minha por isso você não o conhece! – finalizei batendo no ombro de Tom.
-E onde se conheceram? – Tom e eu nos entreolharmos.
-Num shopping! – respondi antes de Tom abrir a boca.
-Hmm sei... Vou ficar aqui vendo o ensaio...
-Nada disso, você sabe que odeio quando tem gente observando meu trabalho, pode retirando seu bumbum daqui! – ordenei abrindo a porta para o mesmo sair.
-Mas não tenho onde ficar! – diz fazendo cara de coitado.
-E como foi que subiu até aqui?
-Gustav me encontrou lá embaixo...
-Pois então vá até o quarto de Gustav. Liga no celular dele e pergunta o número por que eu não sei! – finalizei o empurrando para fora fechando a porta em seguida. –Ufa! – suspirei encostando-me à porta assim que a fechei.
-Você não me disse que tem um namorado, e nem muito menos que iria me usar como... Modelo? – pergunta a si mesmo não acreditando.
-Tom você não acha que iria te contratar para aquilo, ou acha?
-Bom, já faz certo tempo que mulheres bonitas já não procuram garotos de programa, mas sei lá, pensei que ontem seria o meu dia de sorte! – diz decepcionado.
-Realmente meu querido, ontem foi o seu dia de sorte, o dia que Alejandra Dominguez descobriu a sua mais recente obra prima! – exclamei feliz indo abraçá-lo.




Senti um leve arrepio percorrer meu corpo ao sentir o seu tão próximo, seu cheiro era diferente, um cheiro de homem simples, mas ao mesmo tempo sexy.
Afastei-me sem graça indo pegar minha câmera.




-Bom termine de se arrumar para começarmos o ensaio! – pedi de costas para ele.
-Eu não vou topar ser modelo de uma mulher que nem conheço, e outra vai sair caro isso senhorita! – diz nervoso.
-Eu pagarei o dobro, triplo ou quanto você quiser! Por favor, Tom deixe-me tentar ajudá-lo a mudar de vida? – pedi com cara de cachorro caído da mudança.
-Mudar de vida? E quem disse que quero mudar de vida, moça? – pergunta vestindo sua camisa.
-Não creio que esteja feliz com essa vida medíocre que tem, o mundo da moda é tão mais a sua cara, você terá fama Tom, e todas as mulheres bonitas que quiser, nunca mais precisará vender o corpo pra essas velhas descaradas! – Tom começou a ficar vermelho, de raiva.
-Então acha minha vida medíocre? Por que me chamou até aqui? Pra me humilhar e dizer que sou um nada? – pergunta com o tom de voz alterado.
-Não, não foi isso que disse, entendo que você não teve escolhas na vida e acabou entrando pra essa, mas olha só, agora você pode ter suas escolhas. Tom não quero seu mal, nos conhecemos ontem e sei que pode parecer estranho, mas me identifiquei com você e sei que poderá fazer sucesso como modelo, acredite em mim? – pedi segurando seu ombro olhando em seus olhos.
-Seus olhos são lindos! – muda de assunto me olhando profundamente.
-Obrigada! – agradeci saindo de perto dele.
-Ok... Farei alguns testes com você, mas cobrarei o preço de um programa normal! Certo?
-Certíssimo! – concordei sorrindo para ele.





Ele então começou a se despir sem nenhuma vergonha.
Engolia em seco a cada olhada que dava naquele corpo, Dan era modelo, tinha um corpo bronzeado (artificialmente), mas não chegava a ser um homem perfeito como aquele que estava em minha frente.




-Essa ou essa? – pergunta apontando para as camisetas em cima da cama.
-A branca, primeiro! – respondi apontando para a camiseta.




Arrumei as lentes de minha câmera e me posicionei.




-Ok primeiro iremos tirar fotos de perfil, pode abusar das caras e bocas... – fui interrompida pelo riso alto do rapaz. –Qual é o problema? – perguntei séria.
-Vai ser difícil fazer caras e bocas assim sem estar em “ação”! – diz sorrindo fazendo os sinais das aspas.
-Não é tão difícil assim! E outra, com essa carinha tão linda que tem, nem precisa fazer muito esforço! – cheguei bem perto de sua boca apertando seu queixo.




Tom me olhou sério como se quisesse me ter ali sem nenhum pudor.
Senti meus pêlos se arrepiarem com a mexida que seu piercing deu só com um simples movimento de sua boca.
Saí do transe voltando ao normal pedindo para se posicionar de frente ao “estúdio” improvisado e comecei os primeiros cliques.




Não foi difícil tirar boas fotos de Tom, os cliques saiam perfeitos, ora sentado com as mãos fechadas em uma espécie de balão, ora segurando o boné que usava em alguns looks.



-Você tem muito jeito pra coisa Tom! – comentei feliz o vendo vestir suas roupas.
-Obrigada, mas acho que já deu minha hora! – desconversa olhando para o relógio.
-Tem horário marcado com alguém? – perguntei o observando se vestir.
-Não, mas minha patroa pode não gostar! – responde me fazendo ficar confusa.
-Patroa? Você não trabalha pra si mesmo?
-Aquelas vitrines têm dona, e foi ela quem me iniciou nessa vida!
-Ah claro a velha descarada! – revirei os olhos.
-Sim, por isso tenho que ir! – diz terminado de calçar seus tênis.
-E se eu quiser pagar mais por você? – perguntei chegando perto de seu corpo.
-Bom... – mais uma vez fomos interrompidos por batidas na porta.
-Merda! – resmunguei indo abrir.
-Voltei amor! – diz Dan trazendo consigo uma mala.
-Que mala é essa? – perguntei confusa.
-Oras, sou seu namorado e como namorado obviamente dormirei aqui!
-Bom já deu minha hora! – diz Tom saindo.
-Não, espera! – pedi indo até minha bolsa pegando algumas notas de cem. -Obrigada e te espero aqui amanhã no mesmo horário! – cochichei sorrindo maliciosamente para ele. –Não se atrase! – pedi sorrindo pra ele.
-Tudo bem, boa noite! – deseja pegando o dinheiro e saindo de vez.
-E aí amor, que tal sairmos pra jantar juntinhos e terminar nossa noite fazendo amor como antigamente? – Dan se aproximou lentamente de mim.
-Ain Dan, trabalhei demais, vou pedir algo pra comer aqui mesmo e... Cama! – respondi me esquivando de seu corpo.
-É impressão ou você está sendo fria comigo? – pergunta sentando em uma cadeira.
-Impressão sua querido, estou cansada de trabalhar e ponto! – respondi arrumando minhas coisas.




Dan insistiu praticamente a noite toda comigo, mas só havia um alguém em meu pensamento... Tom...



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Capítulo 3 - Make Yourself




"Você devia acertar as contas consigo mesmo,
Pelo menos pela sua própria saúde.
Mas se você realmente quer viver,
Porque não tenta, e faça você mesmo?
Faça você mesmo... "



Incubus - Make Yourself








Amanheci com a luz do sol em meus olhos, esqueci de fechar as benditas cortinas.

De calcinha estilo cueca preta com bolinhas brancas, regata bem fina e cabelo extremamente bagunçado, fui até a janela me espreguiçar e sentir o sol espanhol tocar minha face.

O primeiro pensamento do dia chamava-se Tom, minha imaginação voou até ele me permitindo tocar mais uma vez em seu delicado rosto, como se aquilo tudo fosse possível.

Um vento quente afastou meus pensamentos junto do barulho do celular.




-Pronto?

-Oi amor, como passou a noite? – pergunta Dan.

-Bem, acordei meio estranha, mas estou bem! – respondi meio que sem interesse de continuar aquela conversa.

-Meio estranha? Ta enjoada? Tonturas?

-Pára Dan, não é nada disso! – o interrompi nervosa.

-Ah tudo bem, não precisa ficar nervosa! Mas e aí ta com saudades do seu amorzinho, ta? – pergunta com aquela voz irritante imitando uma “criança”.

-Morrendo de saudades amor! – menti falsamente.

-Hmm bom saber! Te amo linda, agora tenho que desligar! – diz desligando rapidamente.



Nem liguei pra tal falta de educação, desligar o telefone sem ao menos esperar me despedir e uma tremenda falta de respeito.

Mas enfim, já são 11h da manhã e ainda tenho muito que arrumar.

Fiz o pedido de meu café da manhã e assim que coloquei o telefone no gancho liguei para meu irmãozinho.



-Alô?

-Maninho, vem aqui no meu quarto? – pedi com voz melosa.

-O que é que houve hein Alê? – pergunta com voz sonolenta.

-Quero colo eu posso?

-Ok to subindo!

Não demorou muito para que Gustav chegasse ao meu quarto.

-Entra! – falei já o puxando.




Gustav foi direto para a cama se sentando de costas para a cabeceira.

Dei um pulo na cama indo de encontro a seu colo.




-Sabe maninho, hoje o Dan me ligou, não senti aquela felicidade que antes eu sentia ao falar com ele! – comecei sentindo a mão de Gustav acarinhar meu cabelo. –To pensando seriamente em terminar tudo...

-Mas Alê, o cara é tão apaixonado por você, por que fazer isso com ele? – pergunta curioso.

-Gustav você ta surdo é? Poxa acabei de dizer que não sinto mais nada por ele, e você me pergunta isso?

-Você sabe que ele é meu melhor amigo!

-Sim sei, mas não posso ficar preso á alguém que eu não amo só porque é melhor amigo do meu irmão!

-Alê, pensa bem vai maninha, o cara te ama e seria um ótimo marido...

-Epa espera aí, nem pense em casamento numa hora dessas! – levantei de seu colo.

-Vocês já namoram há quase três anos, acho que já dá pra pensar em casamento! – diz como se aquilo fosse óbvio.

-Não Gustav, nem pense nisso, nosso relacionamento não está muito bem...

-Da sua parte, por que da parte dele está ótimo! – interrompe me fazendo ficar calada por alguns segundos.

-Por você eu não terminaria não é? – minha voz saiu embargada.

-Não, tudo o que quero tanto pra você como pra Ingrid é vê-las felizes, e quero que isso aconteça com alguém que eu tenha confiança! – começa arrumando meu cabelo que caía nos olhos. –Pense bem? – pede dando um murrinho leve em meu queixo.

-Ok! – finalizei a conversa voltando a deitar em seu colo.



Desde o abandono de nossa mãe, Gustav sempre se preocupou comigo e Ingrid, sempre foi nosso paizão apesar da pouca diferença de idade.

Por isso nunca contrariamos um pedido ou ordem dele, somos totalmente submissas á ele, pelo simples fato de ter cuidado de nós como um verdadeiro pai e mãe.

Conversamos sobre mais algumas coisas até as 14h da tarde, lembrei do encontro com Tom e pedi para me deixar sozinha para arrumar o ambiente.

Já eram 15h30min e nada de Tom chegar, ligava de cinco em cinco minutos para a recepção do hotel perguntando se alguém chegou perguntando por mim, e nada.

Foi exatamente as 15h45min que o garoto decidiu aparecer, meus cabelos já estavam em pé de tanta ansiedade, as roupas que havia pedido para Bill já tinham chegado e após olhá-las diversas vezes eis que a hora de vê-las naquele corpo estava chegando.




-Boa tarde! – deseja assim que me vê abrindo a porta.

-Boa tarde! É assim que trata suas clientes? Se atrasando? – perguntei meio “revoltada”.

-Desculpe senhorita, uma cliente me prendeu até agora querendo mais e mais e...

-Não precisa continuar! – pedi fazendo um sinal com a mão para parar. –Entre! – ordenei o vendo entrar de cabeça baixa. –Bebe algo? – perguntei indo até o pequeno bar na suíte.

-Água! – diz meio tímido.

-Como entrou nessa vida Tom?

-Você é repórter? – pergunta me olhando curioso e logo após olhando para meu pequeno estúdio improvisado.

-Fotógrafa! Não vai me responder? – perguntei novamente lhe entregando a água sinalizando a beirada da cama para nos sentar.

-Eu tinha 13 anos...

-Você era apenas um menino! – indignei-me o interrompendo.

-Pois é, morava na rua na época, uma vez estava andando sem camisa pelas ruas de Barcelona e me vi sendo parado por uma senhora... Ela me ofereceu dinheiro em troca... – parou para engolir em seco. –Em troca de meu corpo! – finaliza com a cabeça ainda baixa.

-Nossa que horror, velha sem vergonha! – me revoltei engolindo sem perceber a dose de vodca pura que havia me servido.

-Mas nem foi de todo ruim, acabei descobrindo que poderia ganhar dinheiro com a gostosura do meu corpo! – diz se orgulhando de si mesmo fazendo uma cara extremamente sexy.

-Ok tira a roupa! – ordenei rapidamente colocando o copo em cima da mesa.

-Nossa que rápida, se excitou com minha história senhorita? – pergunta tirando a camisa devagar me fazendo babar na cena.

-Primeiro: Não me chame de senhorita, chame de Alê ou Alessandra ok? E segundo: É pra tirar essa roupa e vestir essa! – ordenei dando-lhe as primeiras peças.

-Hã? – quando iria começar a responder bateram na porta.

-Já volto! – avisei acreditando ser Gustav, Ingrid ou até mesmo Bill.



Enganei-me. Senti meu coração parar ao vê-lo parado na porta...

Capítulo 2 - Every Single Day




"Ei, cara - você é a pessoa certa para mim
Seu rosto - a coisa mais doce que eu já vi
Dê uma passada (em casa) - dedique a mim
Seu tempo - seu tempo


Benassi Bros Feat. Dhany - Every Single Day




Ao chegar ao local a porta já estava aberta e as cortinas que dá a visão para o lado de fora, fechadas.





-Há muito tempo não aparece uma mulher bonita nesse lugar! – diz o jovem com a voz grossa mais excitante que já ouvi em minha vida.
-Prazer, meu nome é Alejandra, mas pode me chamar de Alê, digamos que tenho certo pavor do meu nome! – me apresentei sorrindo amarelo lhe oferecendo a mão gentilmente.





O lindo rapaz olhou para minha mão estendida com mais malícia ainda, a pegou lentamente e deu uma demorada lambida em meu braço me fazendo arrepiar por inteira.
Nesse meio tempo dei uma boa olhada ao redor do pequeno “quarto” se é que se pode ser chamado dessa forma.




-Você vive aqui? – perguntei puxando meu braço de volta.
-Sim, aqui é meu lar e meu trabalho! – responde sorrindo me fazendo olhar melhor para seu rosto.




Num rápido impulso minhas mãos foram parar em seu rosto, uma pele incrivelmente macia e branquinha me fez lembrar-me de Bill, era tanta semelhança que poderia dizer com toda certeza que eram gêmeos.
Meus pensamentos foram interrompidos pela maliciosa mão do rapaz em minha cintura me puxando pra mais perto dele.




-Err... Como é seu nome? – perguntei me esquivando de seu corpo.
-Cara eu sou azarado hein? Raramente aparece uma mulher bonita aqui, e quando aparece faz um monte de perguntas sem parar! – resmunga voltando a se sentar. –Todos aqui me chamam de Tom! – responde por fim se acomodando na cadeira.
-Prazer Tom, agora me diz uma coisa... – comecei mais uma vez olhando ao meu redor. –Você atende em domicilio? – perguntei vendo um largo sorriso aparecer em seus lábios.
-Com toda certeza senhorita, porém é mais caro! – responde voltando a se levantar.
-Ok, amanhã às 15h nesse endereço! – pedi entregando um cartão do hotel onde estava hospedada.
-Estarei lá, pode ter certeza! – concorda guardando o cartão no enorme bolso de sua calça. –Tem certeza de que não quer adiantar o serviço, só pra experimentar? – pergunta passando a mão em seu abdômen bem definido.
-Não, nos veremos amanhã! Ok? – engoli em seco com tanta beleza.
-Tudo bem! – concorda por fim abrindo a porta para que eu saísse.




Saí andando lentamente não acreditando no que vi, era muito parecido com Bill, mas nunca soube que ele poderia ter um irmão, ainda mais gêmeo.
Ao chegar de volta à estreita rua olhei novamente para sua vitrine, lá estava ele sentado novamente com a cortina aberta enquanto uma senhora o observava atenciosamente, percebi a mesma fazendo o mesmo trajeto que eu, olhando para o número da vitrine e entrando em seguida em direção ao quarto.
Tom deu de ombros soltando um risinho meigo e logo após fechou a cortina, fiquei ali parada olhando para a cortina, sendo meus pensamentos interrompidos pelo barulho irritante de meu celular.




-Fala Bill?
-Alê onde é que você se meteu? – pergunta ansioso.
-Procurando seu modelo Bill! – respondi começando a andar normalmente indo em direção a qualquer ponto de taxi.
-E aí encontrou algo? – pergunta mais ansioso ainda.
-Olha vou te contar um segredinho...
-Conta! – interrompe curioso.
-O que encontrei foi melhor do que a encomenda, mas tem um probleminha...
-Qual? - Interrompe mais uma vez já com a voz impaciente.
-Caraca Bill me deixa falar, então, ele é garoto de programa! – respondi fechando um olho esperando sua resposta que nem veio. –Bill? Bill você ta aí?
-Garoto de programa Alê, não poderia ser outro homem não? – sua voz saiu num tom decepcionado.
-Ah Bill larga de ser preconceituoso, ele será um ótimo modelo, já agendei um horário com ele amanhã pra fazer os primeiros testes, e você nem tente atrapalhar meu trabalho, quero algumas peças do seu tamanho para a prova de fotos, ok?
-Do meu tamanho por quê?
-Me mande às peças que depois você verá! – finalizei entrando no táxi.






Meus pensamentos estavam totalmente em Tom, aquele corpo maravilhoso, o rosto perfeito, a voz grossa e sedutora...




-Alê se comporte mulher! – disse em voz alta vendo a cara de susto do taxista. –Liga não, tenho costume de falar sozinha! – tentei me defender mentindo.




Assim que paguei o taxista pulei de seu carro e subi direto para o quarto de Ingrid e Bill, pelo visto Bill não estava.




-Cadê o Bill? – perguntei assim que entrei.
-Saiu com Gust, por quê? – pergunta achando estranho meu comportamento ansioso.
-Senta aqui... – comecei a puxando para a beirada da cama. –Bill já te citou alguma vez que tem um irmão? – perguntei vendo sua cara de boba.
-Irmão? Não Alê, Bill não tem irmão! – afirma com toda certeza do mundo.
-Ah! – arfei decepcionada.
-Por que a pergunta? – pergunta curiosa.
-Nada demais!
-Ah, o Dan te ligou! – avisa me fazendo revirar os olhos.
-Acho que já está na hora de terminar tudo! – bufei levantando-me e indo em direção aos raros chocolates de Ingrid.
-Terminar por quê? Vocês se amam tanto! – pergunta com uma carinha fofa.
-Amávamos irmãzinha, isso passou, o Dan me sufoca me prende e isso não é sadio, entende? – enfiei uma trufa inteira na boca.
-Ok dona Alessandra... – começa me chamando do jeito que eu adorava. –Pode começando a falar o que houve! – ordena tirando a caixinha de trufas da minha mão.
-Ta... Eu encontrei um cara perfeito pra desfilar a coleção do Bill! – comecei tomando um pouco de água. –Porém duas coisas me deixaram bolada...
-E o que seria?
-Primeiro é que o tal garoto é “prostituto”... – brinquei sorrindo. –E segundo é que... Que eu fiquei impressionada com tanta beleza, e... E ele é idêntico ao... Ao Bill! – finalizei meio que gaguejando.
-Alessandra isso é loucura! – diz rindo de mim.
-Por quê? – perguntei com carinha de coitada.
-Existem diversos homens parecidos com Bill! É claro, talvez não com aquele estilo todo doidão do meu magrelinho, mas poxa a fisionomia pode ser bem parecidas! – finaliza me deixando pensativa.
-Ok! Vou tentar dormir! Minha cabeça ta começando a doer! – fui lhe dar um beijo.
-Boa noite! – deseja sem perceber que enfiei sua caixa de trufas debaixo da blusa.




Entrei em meu quarto ainda pensativa, tirei as roupas conforme dava um passo até o banheiro.
Apenas de lingerie deixei a água quentinha começar a encher a banheira, e enquanto a mesma não enchia, me empanturrei de trufas.




-Como podem ser tão parecidos? – perguntei a mim mesma com a boca cheia, coisa rara de acontecer, falar e comer ao mesmo tempo. –É muita coincidência! – finalizei olhando para a banheira já pela metade.




Tomei meu banho e logo após deitar-me na enorme cama do hotel, caí num sono profundo depois de tanto pensar naquele que seria o modelo perfeito para coleção de Bill...


domingo, 5 de junho de 2011

Capítulo 1 - I Want You







"Não me entenda mal porque eu quero você..."

Paris Avenue - I Want You






Cá estou eu mais uma vez passeando pelas famosas “Las Ramblas” em Barcelona, Espanha.

Nunca foi tão difícil fazer um trabalho do tipo para Bill, ele realmente é muito exigente.



Chamo-me Alejandra Dominguez nasci aqui na Espanha mesmo, porém em Madrid, sou fotógrafa desde os 16 anos e hoje com 21, trabalho para um dos estilistas mais famosos de Berlin.

Meu chefe? Bill Kaulitz obviamente, meu melhor amigo e estilista, estou de volta á Espanha justamente para ajudá-lo, preciso urgentemente encontrar um modelo que fuja de qualquer padrão já existente.

Sua nova coleção é voltada aos “rappers”, sim Bill adora inovar em suas coleções, já teve a moda “Emo”, a moda “Patricinha” e agora ele me vem com essa.

Chegamos pela manhã no país, Ingrid, Bill, Gustav e eu.

Ingrid é minha irmã mais nova, tem 18 anos e também trabalha para Bill, porém como modelo somente por que o mesmo é seu namorado, cabelos negros com as pontas levemente descoloridas para um loiro acinzentado, olhos bem pretos parecidos com duas jabuticabas e magra, bem magra.

Gustav meu irmão mais “velho”, tem 22 anos e é alemão, sim meu irmão nasceu na Alemanha e Ingrid e eu na Espanha. Têm cabelos loiros com corte bem normal.



Nossa história de vida é meio estranha, Gustav foi quem nos criou desde os 4/7 anos de idade, minha mãe só pensava no trabalho, e foi justamente devido ao trabalho que a mesma nos abandonou, nossos pais... Bom cada um tem o seu. Ingrid é filha de espanhol, Gustav de alemão e eu, não sei bem quem é meu pai.

Conhecemos Bill numa vinda de sua mãe também estilista ao país, ele tinha lá para seu 15 anos e Ingrid 13, foi amor a primeira vista.

Filho “único” Bill tem 20 anos, recentemente adotou um visual bem estranho, dreads brancos nas pontas de seus cabelos negros, tingidos. Suas coleções começaram a fazer sucesso assim que foram lançadas, por isso o estilo “Bill Kaulitz” de ser é bem visto por todo o mundo.




A noite em Barcelona é bem agitada, por isso escolhi esse horário para ir á “caça”.

Com minha inseparável amiga em punho, comecei a procura do “rapper” perfeito para Bill Kaulitz.

Não conhecia Barcelona muito bem, talvez pelo fato de ter nascido e criada em Madrid.

Entrei em uma rua muito bem iluminada, com cores vibrantes de um vermelho a verde, achei estranho por não haver música alta nem muito jovem ao redor, mas confesso que a curiosidade de adentrar aquela estreita rua foi bem maior.



Fiquei perplexa ao ver aquilo, diversas pequenas e individuais vitrines com homens e mulheres dentro, mulheres algumas com quase nada de roupa e outras com roupas extremamente sensuais.

Os homens eram poucos, porém esse pouco cheio de beleza e sensualidade.

Peguei minha câmera e sem pensar duas vezes comecei a fotografar, adorava tirar fotos quaisquer de lugares que talvez para alguns não valesse nada, mas que para mim era preciosidade.



As mulheres assanhadas faziam diversas poses para a lente, os homens, alguns me fazia um gesto para entrar em sua cabine, mas foi numa única vitrine que pude reparar bem em tal beleza.



Ele estava sentado em uma cadeira encostada no outro lado da porta, sem camisa e com apenas uma calça mega larga coisa que me fez pensar na hora da nova coleção de Bill.



Cheguei mais perto para observar o lindo rapaz branco com tranças afro preta, corpo de um deus grego.

Seu olhar sério se transformou em um malicioso e cheio de más intenções a me ver aproximar de sua vitrine.



Fiquei babando naquela linda figura, e ao se levantar para se mostrar mais para a “possível” cliente, babei ainda mais.

Olhei para cima observando o número acima e corri até a porta que levava para a entrada das vitrines...





Notas: O clipe inicial, foi total inspiração para a fanfic.

Todas as músicas dos capítulos, serviram de inspiração para escrevê-los, portanto, nem sempre terá algo a ver com o conteúdo!

Ps.: Eu "me" coloquei na fanfic, mas imaginem uma mulher bem bonita (o que não diz respeito a original), beleza? hahaha

Até!