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domingo, 21 de agosto de 2011

Capítulo 23 - It's Not My Time




"Eu olho em frente para todos os planos que nós fizemos

E os sonhos que tínhamos

Eu estou em um mundo que tenta nos levar para longe..."



3 Doors Down - It's Not My Time


Jörg chegou por trás tampando-lhe a boca, Lyah tentava gritar, mas sem chance.


-Se gritar estouro seu ouvido! – avisa apontando sua arma para o mesmo.

-O que quer de mim? – pergunta assim que sua boca foi destampada.

-Quero que deixe essa idéia idiota de suborno de lado!

-E se eu não quiser? – confronta sem ter medo do resultado.

-Não terei outra escolha, desculpe minha querida Lyah, foi você quem quis assim...


Jörg engatilhou sua silenciosa e sem pensar duas vezes executou seu plano...


***


Tom chegou de táxi ao beco, reparou que o carro de Lyah já não estava mais lá, decidiu então ir direto para seu apê.

Chegando ao mesmo achou estranho a porta estar totalmente escancarada, entrou rapidamente a procurando por todos os lados, ao entrar em seu quarto a viu deitada de costas para a porta, pensou estar dormindo, estava escuro e nada se via a não ser uma parte nua das costas de Lyah.

Iria fechar a porta e sair, mas algo lhe fez acender a luz.

A parte da frente de Lyah que estava de lado estava encharcada de sangue, o tiro bem dado na cabeça havia feito todo o sangue possível jorrar no branco lençol que na cama estava forrado, Tom sentiu seu corpo estremecer, ficou parado olhando para o corpo gélido da mulher que lhe iniciou na prostituição...


-Deus do céu, o que eu faço? – pergunta a si mesmo sem ver a cena da mulher atrás de si.


-Você... – gritou. –Você matou Lyah, desgraçado, você a matou... Policia!


A mulher gritava aos quatros cantos acusando Tom da morte de Lyah, o rapaz a reconheceu como vizinha de andar da velha que acabara de morrer.

Entrou em desespero, estava sendo acusado de matar uma mulher, ele nunca faria isso... Seu mundo estava desabando naquele instante, o instante que o segurança do prédio entrou no apê o pegando pelos braços empurrando-o com toda força contra a parede como se o mesmo fosse realmente um criminoso...


***


Estávamos os três jantando no restaurante ao lado do prédio.


-Eu não acredito que Ingrid foi capaz de fazer uma coisa dessas! – retruca Simone assim que Bill lhe contou o motivo pelo qual não estava com Ingrid naquele exato momento.

-Pois é mãe, mas nem estou sentido com isso tudo, é pagina virada para mim!

-Eu quem o diga! – brinquei lembrando-me de Lívia.

-E você querida? Como está depois disso tudo? – pergunta se referindo a Dan.

-Não o amava mais tia, Dan para mim era um homem comum, não tinha mais nenhum sentimento bom por ele, parece que senti que algo de ruim me aconteceria em relação á ele!

-Aí Tom entrou em sua vida! – diz sorrindo de orelha a orelha.

-Ele não é lindo, tia? Agradeço tanto á Deus por tê-lo colocado em meu caminho... – fui interrompida pelo barulho de meu celular. –Licença... Alô?

-Alê, é o Tom! – a voz dele estava apreensiva.

-Oi Tom, que voz é essa?

-Eu... Eu to preso! Lyah foi encontrada morta em seu apê e...

-O que? Onde você está? Diz que vou correndo! – o interrompi já agoniada.

-Eu vou ficar bem, vão averiguar o que houve no apê, mas enquanto não encontrar o verdadeiro culpado tanto eu como Diego que estava no apê seremos os únicos culpados!

-Não Tom, não pode ser, mas o que diabos estava fazendo lá?

-O que houve Alê? Por que está chorando querida?

-Tom está preso! Diz Tom, o que estava fazendo lá?

-Alê meu tempo de ligação está acabando, anota o endereço da DP caso queira vir até aqui!


Anotei o endereço, Bill entendeu o recado e logo pediu a conta, com certeza iria comigo até o local, Simone já chorava sem ao menos saber o motivo.

Eu sinto que ele é inocente, tenho total certeza.


-Tia, preciso te contar algo! – comecei olhando para Bill.

-Conte!

-O Tom, bom ele não tem uma vida muito normal, digo... – eu não sabia como poderia dizer aquilo. –Ele foi iniciado por uma mulher na vida sexual, e bem, essa mulher o iniciou também na prostituição! – Simone de branca passou a estar transparente.

-Meu Deus, água, preciso de água! – pede ameaçando desmaiar novamente, Simone era muito mole, até demais.

-Mas o que houve pra ter ido preso? – pergunta Bill dando a água para sua mãe.

-Lyah foi encontrada morta em seu apê e Tom estava lá!

-Quem é essa? – Simone já chorava descontroladamente.

-É a mulher que o levou para essa vida! – respondi também caindo no choro. –Eu tenho que vê-lo! – levantei-me entrando em desespero de repente.

-Vamos, eu também quero vê-lo! – concorda Simone também se levantando.


Pegamos um táxi mesmo, estava com pressa e não estava a fim de esperar Bill pegar o carro no estacionamento do hotel.

Fomos em silêncio até o local, meu coração pedia urgentemente para vê-lo, o sentia pequeno dentro de mim, aquilo poderia atrasar toda nossa viagem, mas na verdade não era esse meu pensamento, eu queria mesmo era vê-lo longe dessa roubada toda.


-Tom Kaulitz, precisamos falar com ele! – adianta-se o chamando pelo sobrenome do Bill.

-Kaulitz? Não há ninguém com esse sobrenome aqui!

-Ela está nervosa, o nome é Tom Hernandez, ele deu entrada hoje à noite aqui!

-Ah sim, o cara chorão! – zomba o policial atrás de balcão, Bill ligava para seu advogado para acompanhar Tom no caso. –Poderão vê-lo na cela provisória onde está, já que ainda não foi acusado de nada! – avisa nos levando por um corredor úmido e escuro.


Tom estava sentado no chão com a cabeça apoiada no joelho, o policial abriu a cela e nos deixou entrar.


-Anjo eu juro que não fiz nada, quando cheguei já estava aberto e ela na cama toda cheia de sangue! – diz rapidamente a me ver se jogando em meus braços.

-Eu acredito em você Tom e vamos te tirar daqui!

-Sim, vamos sim! – concorda Simone não agüentando ver Tom com os olhos vermelhos.

-Você tem noção de quem poderia ter sido? – pergunta Bill segurando o choro.

-Ouvi Lyah discutindo com alguém no quarto dela, pela voz era o tal do...

-Jörg! – Tom completou interrompendo Diego lembrando-se do nome.

-Jörg? Deus meu! – Simone parecia surpresa, mas aquilo não nos importava no momento.

-Jörg do que? Vocês sabem? – perguntei curiosa.

-Não, só o vi uma única vez discutindo com Lyah, na verdade apenas ouvi! – responde Tom já mais calmo.

-Boa noite! – deseja o advogado de Bill.

-Ah doutor que bom vê-lo! – Bill foi em direção do senhor para cumprimentá-lo.

-Não tenho boas noticias! – começa nos fazendo olhá-lo espantados. –Duas senhoras afirmam que você rapaz... – ele olhou para Diego.

-Eu? – Diego se assustou.

-Você é Tom? – Diego negou com a cabeça e apontou em silêncio para Tom. –Ok! Duas vizinhas de Lyah lhe acusou de discussões constantes com ela, e uma dessas afirmou vê-lo entrando em seu apê ás escondidas...

-Isso é um absurdo! Eu nunca discuti com Lyah e nem muito menos entrei em seu apartamento, ela nunca me deu intimidade para ter a chave, ou seja lá o que for! – Tom se desesperou. –E essas mulheres, elas definitivamente não sabem o que dizem! – sua voz estava ficando cada vez mais alterada.

-Calma Tom, você não pode se desesperar nesse momento amor, vai dar tudo certo! Doutor em quantos dias sairá os primeiros resultados das provas?

-A policia dessa cidade é lenta para tudo, creio que em cinco dias teremos tudo resolvido se realmente ele não for o acusado!

-Cinco dias? – Bill e eu perguntamos juntos.

-Sim, ou até mais!

-Oh Deus! – exclama Bill sentando-se na “cama” da cela.

-O que houve filho?

-O desfile de lançamento é daqui a quatro dias! – começa angustiado. –Precisaria tanto de Alê como de Tom que será o meu mais novo modelo! – finaliza olhando para a carinha entristecida de Tom.

-Tudo acabou, vão sem mim, tenho certeza que a perfeita senhorita Dominguez encontrará outro cara, e alguém melhor que eu, bem melhor! – a voz dele me dava apertos no coração, o abracei num impulso e desabei a chorar.

-Eu não vou sem você Tom, não vou! Nunca amei dessa forma e não será agora que perderei fácil um amor desses! – exclamei me agarrando mais á ele.

-Não fica assim anjo, você precisa ir mesmo sem mim, mas precisa!

-Não precisa não, até por que não irei sem você Tom! – Bill se pronunciou com a expressão mais chorosa que já vi nele.

-Ninguém sairá enquanto não resolvermos tudo o que tem que ser resolvido! – Simone se manifestou convicta. –Bill cancele o desfile ou adie, mas não deixaremos esse garoto sozinho nessa! – continua secando a lágrima que caía.

-E seu amigo, tem chances de ser o culpado? – perguntei baixinho com meu rosto grudado no seu.

-Tenho certeza que não, ele ainda estava no quarto de hospedes quando a louca começou a gritar, ficou tão pasmo com a cena quanto eu, ele não tem culpa Alê! – responde também baixinho.

-Vamos dar um jeito pra ajudá-lo também!

-Acho que por hoje já chega não é mesmo? – o policial apareceu batendo com seu cassetete na grade.

-Voltarei amanhã para saber se há algum resultado, e darei um jeito de colocar a policia atrás desse Jörg! – finaliza o doutor saindo da cela.

-Como vai passar a noite? Tem algo pra se cobrir?

-Não se preocupe comigo, já morei na rua e não me importo com isso!

-Vamos, vamos! Acabou o tempo senhorita! – o policial parecia furioso.

-Eu te amo e nunca se esqueça disso! – beijei seus lábios com ternura e logo após saí juntamente com Simone e Bill...




Gente, esse lance de ser preso, advogado e tal, não entendo nada, até por que nunca fui presa! Ufa... HAUHAUAHUA

Espero que vocês curtam os próximos capítulos! D:

Beijos.

Capítulo 22 - In Die Nacht







"Eu ouço quando gritas silenciosamente

Respiro cada fôlego teu

E mesmo que o destino nos separe

Não interessa o que venha, vamos partilhá-lo..."



Tokio Hotel - In Die Nacht



Às 16h em ponto o carro alugado de Bill estacionou em frente ao beco onde Tom trabalha, desci correndo dando de cara com Lyah na entrada de sua vitrine.


Engoli em seco encarando a bruxa de frente.



-Tom lhe deu o dinheiro que enviei por ele?

-Sim, uma ótima quantia senhorita, deve ser rica não?

-Rica? Han, não sou rica aquele dinheiro é fruto do meu suor!

-Uhum, entendo! E o que quer aqui?

-Quero passar a noite com o Tom, estou indo embora daqui á...

-Três dias! Já estou sabendo! – me interrompe. –E minhas fotos? Quando as terei?

-Ah claro, as fotos... – parei pra pensar. –Elas estão num estúdio de um amigo para melhoramento da imagem! – menti sem ao menos entender o que estava falando.

-Entendi! Poderá levar o Tom pra passar o restante da tarde, mas ele devera estar aqui às 20h em ponto, e claro o preço será um pouco maior!

-Pode cobrar o quanto quiser, eu pagarei! – avisei-lhe a vendo abrir passagem para mim.

-Bom divertimento! – deseja debochadamente.



Entrei rapidamente batendo em sua porta, a cortina estava fechada. Ao abrir o vi comendo algo.



-Oi! – diz assustado.

-Oi amor! O que faz aí?

-Almoçando!

-Agora?

-Hm, eu tava com... Cliente ainda agora! – diz sem graça.

-Ah entendi! Deixe seu almoço pra lá, comemos algo no caminho quero que conheça alguém!

-Lyah permitiu que eu saísse? – perguntou surpreso.

-Sim, terei de pagar o dobro, mas não me importo!

-Não sei como aceita esses abusos dessa velha! – diz revirando os olhos me puxando para dentro. –Espera aqui, vou ali me trocar!



Ele saiu para o vestiário que havia naquele lugar, o cheiro de sua marmitex exalava no lugar, me senti enjoada com aquele cheiro, confesso, e não aceitava de forma alguma que ele passasse por toda aquela situação.



-Pronto!

-Han, oi! Vamos então?

-Sim, deixa só eu jogar isso fora! – diz ainda sem graça pegando a marmitex quase terminada.



Saímos de mãos dadas de seu quarto, aos avistarmos Lyah separamos nossas mãos andando normalmente até o carro onde Bill se encontrava.



-Olá! – diz ao ver Bill.

-E aí mano? É... Tom! – diz Bill me olhando em seguida.

-E quem é essa pessoa que vamos conhecer?

-Minha tia Simone e mãe do Bill! – respondi do banco de trás, Tom sentou-se no da frente com Bill.

-Entendi! – na verdade, por sua expressão, não havia entendido nada.

-Chegamos, agora é só esperar! – diz Bill mostrando nervosismo tanto em sua voz quanto em seu rosto.



Entramos e ficamos esperando na sala de espera.

Estávamos calados, sentei-me no meio dos dois, com a cabeça deitada no ombro do Tom e segurando firme a mão trêmula de Bill, não entendia o porquê daquela tremedeira incontrolável.

O desembarque foi anunciado e pessoas começaram a aparecer do nada, Bill levantou-se rapidamente a procura de Simone, ao vê-la, saiu correndo para os braços da mãe, Tom e eu fomos nos aproximando aos poucos dos dois que matavam a saudade.



-Oh meu menino, fico longe três meses e você já emagrece dessa forma! – resmunga dando uma boa olhada em Bill. –Mas Alessandra não muda, sempre corpuda e saudável! – continua vindo me beijar.

-Tia esse é o Tom, meu... – iria terminar de responder, mas o choque foi imediato.



Assim que olhou para Tom, Simone desmaiou, caiu durinha, sendo apoiada por Bill e logo após recebendo ajuda do próprio Tom.



-Sou tão feio assim? – pergunta Tom assustado.

-Tom tem algumas coisinhas que você precisa saber do Bill! – comentei andando ao lado dele enquanto os dois levavam Simone para uma cadeira.

-Como o que? – pergunta sentando Simone na cadeira.

-Eu descobri hoje que tive um irmão... Gêmeo! – diz Bill, Tom não teve reação nenhuma com aquela resposta.

-E o que eu tenho a ver com isso?

-Ora Tom, você nunca se olhou no espelho não? – perguntei já ficando impaciente com aquela história toda de se parecerem.



Tom olhou para Bill, confuso.



-Você ta querendo dizer que sou o irmão... Não, não pode ser! – ele mesmo se interrompeu balançando a cabeça em negativo.

-Sim anjo, pode ser sim!

-O que houve? – Simone acordou tonta olhando para Bill.

-Oi mãe, a senhora teve um pequeno mal estar!

-Cadê? O rapaz que estava com a Alê? Cadê ele?

-Serve eu? – Tom se manifestou chamando a atenção de Simone.



Simone levantou-se rapidamente indo até Tom, segurou seu rosto e caindo no choro o abraçou deixando o cara mais confuso ainda.



-Senhora? – começa tentando ser gentil ao afastá-la. –É só uma grande coincidência, não sou nada da senhora! – Simone o olhou profundamente, seus olhos estavam marejados e Bill ao meu lado já não se segurava, chorava em silencio. –Pelo amor de Deus, parem com isso, não posso ser da família de vocês! – continua ficando sério.

-Por que não? – pergunta Simone ainda o observando.

-Que tipo de mãe seria a senhora pra deixar um filho se perder no mundo? – pergunta Tom com raiva no olhar.

-Não foi culpa minha!

-Olha de boa, não quero continuar com esse assunto, minha mãe morreu quando decidiu me dar para aquele casal! E pra meu azar nem aquele casal me quis, devo ter algo de errado para as pessoas me tratar da forma que tratam! – ele saiu furioso como um foguete.

-Licença tia, irei falar com ele! – saí correndo os deixando para trás.

-Tom? – ele andava rápido demais. –Dá pra você esperar? – ele parou.

-O que tem de errado nas pessoas? Só por que me pareço um pouco com o cara já estão dizendo que sou o irmão gêmeo perdido no mundo! Fala sério! – ele parecia decepcionado, voltou a andar rápido, mas dessa vez grudei em seu braço pra acompanhá-lo.

-E se realmente você for irmão dele? – perguntei praticamente sendo arrastada por ele, mais uma vez ele parou.

-Se isso acontecer, eu não irei fugir do país com você! Não pra ficar perto da pessoa que não me quis! – mais uma vez voltou a andar, porém eu fiquei congelada no lugar.

-Abriria mão de mim por isso? Sem ao menos saber dos motivos de Simone? – perguntei sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.



Ele parou de costas pra mim, virou-se e veio até mim.

Secou a lágrima que caía de meu olho e pegou em minha mão voltando a andar na direção que Bill e Simone estavam.

Simone chorava sentada ao lado de Bill que a consolava.



-Quero pedir desculpas pelo o que eu disse! – começa Tom sentando ao lado de Simone. –Olha, não quero que se precipite, talvez eu realmente não seja esse filho, aliás, o que houve pra... Pra eu parar aqui?



Simone respirou fundo, pediu pra Bill nos levar de volta para o hotel e lá sentamos os quatro para conversar...



***



Já eram 20h30 e nada de Tom aparecer.

Lyah andava de um lado para o outro, preocupada, a noite estava quieta e sombria, decidiu pegar um dos outros garotos para servir de segurança e foi para casa convicta de que Tom teria seu castigo no dia seguinte.



-Não terminamos nossa conversa Lyah! – a voz de Jörg a fez congelar.

-O que quer de mim Jörg? – pergunta se agarrando com o garoto.

-Sinto que quer passar a perna em mim! E claro que isso eu não permitirei, não deixarei acabar com a guerra que há anos decretei contra Simone, até hoje aquela desgraçada deve se remoer de saudades do outro gêmeo!

-Acha mesmo que não irei ganhar dinheiro à custa da pobre mamãe desconsolada? Não seja tolo Jörg, nenhuma ameaça sua irá me parar!



Lyah deu as costas para Jörg entrando em seu carro acompanhada do garoto, obviamente Jörg não deixaria aquilo barato...



***



-Então aceitarei fazer o teste! Somente pra deixá-la mais feliz!

-E realmente me deixará feliz, muito, demais meu querido! – Simone não conseguia conter a felicidade.

-Bom, agora terei de voltar para... – ele parou, pois Simone não sabia do que trabalhava. –Para casa!

-Você mora com sua mãe adotiva? – pergunta curiosa.

-Não! Eu moro numa...

-Republica! Tom não é estudante, mas mora numa republica! – interrompi odiando ter que mentir pra ela.

-Ah claro! Entendo o esquema de republicas, nunca pode chegar tarde! Vai sim e vai com Deus! – deseja o beijando, um beijo tão carinhoso que até mesmo eu senti.

-Obrigado! Até amanhã... Talvez! – ele me puxou para fora do quarto. –Só você mesmo pra me fazer passar por essas coisas, Lyah deve estar furiosa comigo! – comenta quase sussurrando já no corredor.



Não respondi nada, o puxei para meus lábios e o encostei-me à parede junto dele, ele sorriu assim que nos separamos.



-Louca!

-Por você, somente! Aliás... – toquei sua barriga olhando para a mesma. –Já estou com saudades do seu corpinho! – continuei fazendo bico.

-E você acha que não estou com saudade do seu?

-O bom que nosso dia está chegando e você vai morar comigo em meu apê! Claro se quiser!

-Se não se importar em ter alguém chato como eu no seu pé...

-Jamais! Vou adorar ter que ficar grudada em você quando você bem quiser! – brinquei grudando novamente nossos lábios.



Nos beijamos por mais alguns longos segundos e assim que desgrudamos Tom desceu...



***



Lyah passou numa padaria antes de ir de vez para seu apê, estava pensativa e séria, queria Tom e não aquele que nunca foi de conversar com ela.

Comprou o que queria e voltou para o carro.

Ao chegar, arrumou o quarto que sobrava em seu apê para o garoto, comeu algo e se trancou no seu.



-Aquelas noites de amor com você me serviram de alguma coisa não é mesmo Lyah? Suas chaves ainda estão comigo...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Capítulo 21 - I Will Be




"Por toda a minha vida, sempre estarei com você

Para fazer com que você siga com o dia

E fazer tudo estar bem..."



Leona Lewis - I Will Be



Bill acordou com o barulho irritante de seu celular. Olhou para o número, desconhecido, mas resolveu atender assim mesmo.



-Alô?

-Bill Kaulitz? Sei algo de seu passado que sua mãe jamais quis lhe contar! – diz a voz do outro lado assustando Bill.

-Quem é você?

-Sou alguém que sabe bem de seu passado, conheço seu pai, Jörg, não é mesmo esse nome?

-Fala logo o que quer de mim!

-Calma Bill, sei de um segredo da sua família que tenho certeza de que vai adorar!

-Você já disse isso, fala logo o que quer de mim! – a voz de Bill já estava se alterando.

-Não é bem assim que as coisas funcionam!

-Olha aqui senhora, se quer dinheiro vai ficar apenas na vontade, pois de mim não terá um euro sequer!

-Isso poderá custar a vida de sua queridinha Alejandra...

-O que ela tem a ver com isso? – pergunta ainda mais irritado.

-Muita coisa, pense bem querido sei que daqui a três dias estará voltando para seu país, talvez sua querida não vá junto!



Antes que Bill pudesse gesticular algo, a mulher doutro lado desligou o telefone, no mesmo instante Bill discou o número de Alê.

A demora estava lhe angustiando, depois de longos e intermináveis segundos eis que uma voz sonolenta atende a chamada.



-Fala meu gatinho! Caiu da cama?

-Alessandra, como é bom ouvir sua voz! – Bill se jogou na poltrona aliviado.

-O que houve? Sua voz está estranha!

-Acabei de receber uma ligação anônima, a mulher disse que sabia de um segredo meu do passado e quando eu disse que não daria nenhum dinheiro á ela, me ameaçou dizendo que você poderia sofrer as conseqüências!

Alê emudeceu, será que realmente essa pessoa sabia de algo? Será que envolve Tom?

-Alê?

-Oi?

-Por que ficou calada? Sabe de algo?

-Bill você comentou que a tia vai passar por aqui pra voltar conosco para Alemanha, certo?

-Sim, mas o que minha mãe tem a ver com isso tudo?

-O jeito é você... – Alê parou para respirar. –O jeito é você chegar nela e perguntar se há alguma coisa que ela nunca te contou!

-Como o que Alessandra? Especifique!

-Bill eu não sei te dizer ao certo... Na verdade não devo nem dizer!

-Ah vai dizer sim senhora, to subindo agorinha mesmo para seu quarto.



***



Bill desligou o telefone na minha cara, tenho certeza que ele vai me odiar depois saber que Gustav já havia me contado sobre seu irmão.

Levantei-me rapidamente para escovar os dentes, minutos depois lá estava ele batendo na porta.



-Bom dia! – deseja beijando-me rapidamente entrando como um flash no quarto.

-Bom dia!

-Senta aqui! – pede batendo na cama, sentei-me de frente á ele. –Me conta tudo, nunca escondemos nada um do outro, pelo menos eu nunca escondi de você, pois sempre te amei e a confiança faz parte desse amor!



Aquelas palavras vieram para machucar, realmente nada era segredo para nós, mas eu havia lhe escondido aquele que na verdade é de Simone.



-Eu descobri esses dias Bill, a pessoa que me contou é tão importante para mim quanto você, mas ele me fez prometer não contar nada! – comecei com a voz embargada. –Sua mãe confiou nele por ser o mais velho...

-Gustav! – interrompe revirando os olhos.

-Sim! – concordei de cabeça baixa.

-Então diz o que ele sabe e você agora também!

-Bill você... – comecei a tremer. – Ai meu Deus, se tia Simone souber...

-Diz logo Alessandra! – isso saiu num grito de ordem.

-Ok, ok não grite comigo! Você... Você tem um irmão Bill! – falei sem o ver ficar mais branco do que já é. –E gêmeo! – completei fechando os olhos.



Não cheguei a ver a primeira lágrima cair de seu olho, mas ao sentir levantando-se abri meus olhos vendo a figura triste de Bill sentar-se na poltrona longe de mim todo encolhido, confesso que meu coração ficou pequeno diante de tal cena.



-Bill eu juro que queria te contar, não gosto de te ver chateado comigo...

-Não estou chateado com você e sim com ela, por que mentiu pra mim? Quantas vezes cheguei nela dizendo que sonhei com alguém parecido comigo e sofrendo num lugar triste e frio? Foram várias vezes Alessandra! E as vezes que sentia alguma tristeza ou angustia repentina? Aquilo não era normal, ela me viu sofrer e sabia de tudo! Mas que droga por que mentiu? Por quê?


Já estava agoniada em vê-lo daquela forma, as lágrimas caiam com tanta intensidade que sua calça logo umedeceu devido seu rosto encostado ao joelho.



-Bill, vamos juntos reencontrá-lo ok? Na verdade já temos idéia de quem seja!

Ele levantou o rosto rápido parando de chorar.

-Quem?

-Gustav... Acha que Tom pode ser esse irmão!

-Tom? Alê ele é espanhol!

-Não Bill, Tom não é espanhol e outra, sua mãe afirmou para Gustav que seu pai tentou te tirar dela também, mas só conseguiu seu irmão!

-Espera! Conta-me essa história direito!

-Ok, senta aqui na cama novamente!

Contei para ele exatamente o que Gustav havia me contado...



***



Tom acordou com a gritaria do lado de fora, abriu apenas um pouco de sua porta para tentar ver quem era, viu Lyah discutindo com um senhor, fechou a porta novamente e sentou-se atrás dela para ouvir a conversa.



-Vagabunda você não deveria ter ligado para ele!

-Dane-se o que você acha, eu quero grana Jörg e vou arrancar quanto for preciso daquela família!

-Antes eu te mato desgraçada!

Tom não ouviu mais nada, ficou remoendo aquelas palavras do homem.

Será que teria coragem de matar Lyah? E quem é Jörg?

A batida na porta interrompeu seus pensamentos, levantou-se num pulo para abri-la.

-Oi Lyah!

-Abra logo sua cortina! E a partir de hoje vai servir de segurança para mim, quando eu vir aqui lhe chamar não quero desculpas, vai começar a dormir todas as noites em meu apê!


Dizendo isso saiu sem ouvir a resposta de Tom.



-Merda daqui a três dias é a viagem, como irei me livrar dessa vaca?



***



-Então será que meu pai vendeu Tom para algum casal espanhol?

-Gustav acha que talvez tenha sido isso e ao passar do tempo o casal tenha se arrependido e o deixou num abrigo!

-Que horror! Assim que chegarmos á Alemanha faremos o teste de DNA, não quero ficar com essa duvida e... – ele parou deixando um sorriso aparecer. –Já pensou se ele realmente for meu irmão? Seria maravilhoso, eu sinto uma paz tão grande quando está por perto! – finaliza ainda sorrindo.

-Os dois se parecem muito, tem estilos diferentes, mas são lindos e perfeitos igualmente! – concordei deitando-me em seu colo.

-Qual será a reação da minha mãe ao vê-lo? Será que assim como você e os outros perceberam a semelhança ela também perceberá?

-Com toda certeza, tudo em vocês bate, a sobrancelha grossinha, os narizes... Apesar de o seu ser mais retinho e o do Tom ter uma leve empinada, mas são iguais, os olhos, até a boca meio carnudinha e você viu as orelhas? Caraca são idênticas!

-Alessandra você repara nas minhas orelhas?

-Lógico Bill, nós conhecemos o que? Uns cinco anos?

-É isso sim!

-Opa já ia esquecendo! – levantei-me rapidamente. -Como esqueceu rápido minha irmã hein mocinho?

Bill sorriu-me de canto abaixando o rosto timidamente.

-Ela não me pareceu vulgar sabe? Senti uma coisa diferente em seu modo de falar e agir mesmo estando numa balada!

-Eu só achei estranho o fato de ter levado a moça logo de primeira pra... Você sabe!

-É eu também me estranhei, mas sei lá, eu senti algo tão diferente nela e outra, ela é tão linda, tão inteligente, não fica falando de roupas, jóias e essas outras futilidades que as mulheres tanto gostam, ela me passa uma energia diferente, me passa confiança sabe?

-É eu te entendo nessa parte, pois logo no primeiro dia que vi Tom, tive vontade de me entregar, mas resisti à tentação pelo Dan, resistência essa que ele nem mereceu!

-Então, estamos quites nessa mocinha! – brinca olhando para seu celular que começara a tocar.

-Alô?

-Oi filho, estou no aeroporto da Itália, você pode me pegar no daí às 17h?

-Jura mãe? – os olhos de Bill começaram a brilhar. –Ok, Alessandra e eu vamos te buscar! – avisa despedindo-se em seguida.

-Tia já está vindo?

-Sim, vamos buscar Tom, quero ver a reação dela ao vê-lo...




Não vou prometer um dia específico, mas na próxima postagem, posto dois de vez!

Beijos e obrigada por ainda estarem aqui! ♥

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Capítulo 20 - Echo




"Há alguma coisa no seu olhar

Algo que eu notei enquanto as luzes não tinham nada de especial

Isso me lembrou por duas vezes de que eu estava vivo

E me lembrou também que você vale muito a pena... "



Incubus - Echo



Tom foi o primeiro a acordar, senti sua mão afagar meus cabelos bagunçados me fazendo acordar manhosa.



-Bom dia! – desejei abrindo lentamente os olhos.

-Muito bom, até demais!

-Bobo! To toda doída! – resmunguei sorrindo.

-Bom, nisso eu já tenho experiência, não dói mais nada! – brinca sorrindo.

-Não me faça babar, por favor?

-Babar?

-Esse seu sorriso junto dessa carinha de recém acordado, nossa que sexy! – respondi mordendo os lábios.

-Agora é você quem está fazendo!

-O que?

-Essa mordida nesses lábios gostosos!



Sorri timidamente sentindo em seguida o peso de seu corpo por cima do meu, começamos a nos beijar lentamente sentindo o gosto hm... Da manhã na boca, confesso que não era nada bom, mas só de senti-lo por cima me fazia adorar aquele momento.



-Aceita um banho comigo? – perguntei separando nossos lábios.

-Acho que não!

-Não?

-Não seria uma má idéia! – responde sorrindo de canto.

-Ai seu idiota!



Fui levada por ele nas costas, escovamos os dentes juntos e entramos no chuveiro, uma briga com a água começou a rolar, parecíamos duas crianças bobas brincando com a espuma do xampu pelo corpo.



-Lembre-se de não ficar nervoso, seja verídico! Caso perguntarem do que trabalha, diga que está para começar a fazer estágio com uma fotógrafa, ok? – avisei escovando o cabelo.

-Ok! Espero que não me espremam tanto, odeio mentiras!

-Oun que lindo, então nunca vai mentir para mim?

-Se um dia mentir para a mulher que mais me ajudou nesses últimos anos, não quero mais ser chamado de homem!

-Você é tudo pra mim Tom, não saberia o que fazer sem você! – confessei pegando em seu rosto. –Esqueci de dizer, vamos até o quarto de Bill, lá ele tem uma roupa adequada para a ocasião, você não pode nem a pau aparecer lá com essas roupas!

-Mas eu sou tão estiloso! – diz pegando em suas roupas choramingando.

-Sim amorzinho, você é muito estiloso, mas aqueles engomadinhos da embaixada não quer saber disso não! Já terminou?

-Fazer o que né?! Terminei sim!

-Então vamos...



***



Lyah acabara de estacionar seu carro ali perto das vitrines, começou a andar, mas logo foi surpreendida por uma forte mão pegando em seu braço.


-Como está o garoto? – pergunta o homem com um capacete nas mãos.

-Nossa Jörg, qual é o seu problema? Que susto cara! – reclama com a mão no coração.

-Quero saber do garoto!

-Está ótimo, inclusive ele ta aprendendo bem, tem uma fotógrafa alemã super famosa no país, e ela está louquinha pelo Tom, vive contratando o garotinho pra programas! – começa feliz. –Vou sair ganhando com essa garota! – continua o vendo pensativo.

-Fotógrafa alemã?

-Sim, Alejandra Dominguez!



Jörg ficou pálido de repente, se aproximou da parede procurando apoio, Lyah se assustou ao vê-lo daquela forma.



-O que houve homem?

-Bill, Bill Kaulitz também está no país?

-Eu vi esse nome em algum lugar! – começa pensativa. –Ah claro... – continua revirando os olhos. –Aquela cachorra o roubou de mim por um dia para desfilar pra esse garoto aí!


Jörg sentiu um forte aperto no coração seguido de uma vontade inexplicável de desmaiar e foi isso que ocorreu...



***


Chegamos ao andar de Bill aos amassos, Tom estava feliz e obviamente eu também.

Batemos uma vez e nada, duas e nada, porém na terceira um Bill com cara de sono apareceu esfregando os olhos.


-Oi Alê! – diz tampando a passagem da porta.

-Oi meu anjo como passou a noite? – perguntei esticando o pescoço.

-Muito bem! – responde sorrindo.

-Hm, Bill você vai ter que liberar nossa passagem! – avisei com a mão na cintura.


Bill olhou contrariado para mim e logo após para Tom, deu uma ultima olhada dentro do quarto e por fim abriu a porta.


-Entrem!


A moça estava acordando, assustou-se ao nos ver entrar sorrindo no quarto.


-Oi flor! Meu nome é Alejandra, mas odeio que me chamem dessa forma prefiro Alessandra, os íntimos chamam-me de Alê, isso com o tempo quem sabe você não tenha o privilegio, aliás, tome cuidado com meu Billzinho...

-Alê?

-Oi anjo?

-Dá pra parar de assustar a garota? Não vamos nos casar hoje!

-Só estou avisando a ela que...

-Alessandra?

-Bill?

-Pára com isso!

-Ok! Só aviso que ele é super importante pra mim, meu irmãozinho lindo e charmoso cheio de romantismo, aliás, ele é muito fofo isso eu te garanto! – parei para respirar.

-Já sou fã do Bill há tempos, foi uma sorte encontrá-lo naquela casa noturna, sou aprendiz de estilista meu nome é Lívia, prazer Alê, adoro seu trabalho como fotógrafa!

-Oun ela adora meu trabalho!

-Sim Alê, ela me disse isso ontem!

-Jura?

-Alessandra? – indaga com uma carinha apelativa.

-Ta bom, ta bom! Vim pegar emprestado um de seus terninhos estilosos, Tom tem aquela entrevista hoje lembra? Então como eu aqui só penso naquilo acabei esquecendo-me de providenciar a roupinha do meu bebê!

-O que deu nela hoje? Ta falando mais do que o normal! – pergunta Bill para Tom.

-Juro que não tenho nada a ver com isso! – responde se fazendo de desentendido.

-Sei que não tem!

-Hey, estou aqui ainda, aliás, nós estamos aqui! Vamos Bill vocês têm o mesmo corpo praticamente!

-Ok, venha Tom vou te arrumar pra ela ficar feliz!


Fiquei conversando com Lívia até eles voltarem, Tom estava perfeito de social, Bill o deixou a vontade com a camiseta branca solta e o terno jovial por cima, parecia um rapper em dia de premiação.


-Olha Lívia, esse é meu homem! – avisei sorrindo bobamente.

-Bill e ele são tão parecidos! Não é mesmo? – “Será que ela concluiu isso sozinha?” – perguntei-me em pensamento.

-Não tanto! – diz Bill o olhando.

-Lógico que são e eu adoraria que fossem irmãos! – falei despreocupada mexendo nas unhas.

-Alessandra você tomou alguma coisa ontem junto de alguma droga? – pergunta Bill arrancando um sorriso lindo de Tom.

-Só tomei uma coisa... – olhei maliciosamente para Tom descendo o olhar para outra ‘coisa’.

-Ahh sua nojenta, saia desse quarto! – retruca Bill fazendo cara de nojo.

-Também te amo Bill! – gritei já no corredor.

-Ahh! – ele volta a abrir a porta. –Minha mãe virá da Itália para voltar conosco para a Alemanha!

-Ok, estou morrendo de saudades dela! Te amo meu magrelinho tchutchu!

-Tchau! – fechou novamente a porta na minha cara sorrindo.

-Você é louca por dizer aquelas coisas!

-Eu menti por acaso?

-Cara não me mata de vergonha!

-Ahh que fofo, é tímido?

-Demais!

-Não pareceu ontem que é tímido!

-É, digamos que seu espírito de garota espevitada entrou em mim, isso acontece! – finaliza a conversa fazendo sinal para o táxi...


***


Jörg acordou sentindo um forte cheiro de álcool sentiu-se tonto, porém ao lembrar-se das palavras de Lyah levantou-se rapidamente.


-Você disse que ele desfilou para Bill Kaulitz?

-Nossa que susto me deu! Sobre Tom, sim ele desfilou para esse garoto.

-Meu Deus, se Simone o ver...

-O que ele tem a ver com esse Bill?

-Você já viu alguma foto de Bill?

-Não!

-Se ver, terá a certeza absoluta de que é gêmeo de Tom, o que é a mais pura verdade!

-Como é? Tom é irmão de um famoso estilista alemão? Oh Deus ganharei muita grana em cima disso! – alegra-se Lyah.

-Não ouse Lyah, isso acabaria com toda minha vingança contra Simone!

-Não ousar? Eu ADORO ousar e com essa historia toda, pode ter certeza que vou ousar muito!

-Você não seria louca de me...


O telefone de Jörg tocou, após atendê-lo voltou para onde Lyah estava pegando seu capacete.


-Está avisado! Não faça nada, preciso ir! – avisa sem ver o sorriso de malicia de Lyah...


***


O taxi parou em frente á embaixada, Tom segurava minha mão suando frio, estava tão nervosa por ele.


-Presta atenção amor! – comecei pegando em seu rosto. –Pense em nós, em nossa felicidade! Não fique nervoso seja forte e não gagueje! Te amo muito e estou crente que dará tudo certo! – completei beijando a ponta de seu nariz.

-Farei por você, somente por que quero ser feliz ao seu lado! – diz beijando meus lábios com ternura.

-Boa sorte!


Ele entrou na sala de espera, fiquei ao lado de fora esperando num pequeno Café que ali havia, combinamos de nos ver assim que terminasse, minhas mãos tremiam de nervosismo. Passou quase 1h e nada dele aparecer.

Quando já estava me levantando para olhar a entrada da embaixada ele aparece, triste.


‘¹’


-E aí? Eles deram a resposta assim, na lata? – perguntei já em pé.


Tom colocou a mão no bolso retirando algo, sorri ao ver que era seu passaporte, abriu e mostrou o visto, ele finalmente iria viajar comigo.

Pulei em seu pescoço gritando em seguida, estava feliz, meu Deluxe iria viajar comigo e se tornar quem sabe o melhor modelo alemão ou até quem sabe do mundo.


-Fizeram muitas perguntas?

-Demais, umas mais difíceis que as outras! Mas o bom é que fui aceito no país, irei com você Alê! Nem to acreditando nisso, mas é a mais pura realidade! – diz com lágrimas nos olhos.

-Sim, é a realidade! – essas foram as ultimas palavras que consegui pronunciar.


Estava feliz, queria poder ficar ali abraçada com ele até cansar as pernas, mas o celular tocando nos trouxe á realidade.



-Oi Bill?

-Ta chorando?

-Estou feliz, Tom passou na entrevista!

-Ah que ótimo, será melhor para apressarmos as coisas, temos apenas três dias aqui no país, tenho um grande desfile para fazer então precisamos voltar!

-Tudo bem, já temos tudo pronto mesmo, viajaremos em três dias!

-Ótimo nos vemos mais tarde! Te amo!

-Também te amo! – finalizei desligando o celular.

-Senhor Tom Hernandez, daqui á três dias estaremos com nossos pezinhos na querida Alemanha! – avisei levantando os braços.

-Três dias? Como vou me livrar de Lyah?

-Amor, ainda temos dois dias, combinaremos tudo depois, por que agora eu quero comer e passar o resto do dia com você, aliás, vamos passar em um banco pra sacar alguma coisa pra você levar para a super mulher erótica! – debochei o vendo sorrir.

-Não acho que deva dar dinheiro á ela! – diz começando a andar.

-É isso ou quando eu for te procurar ela não deixará você vir comigo!

-Isso é, mas agora não tem jeito, vou fugir de lá e nunca mais nos veremos! Cara que felicidade!

-Eu também estou feliz! Agora vamos logo, pois estou faminta!


Passamos a tarde juntos, saquei o dinheiro e dei a ele para levar para a monstrenga.

Cheguei exausta no hotel, tomei um banho e fui dormir imaginando como o dia anterior havia sido maravilhoso...


‘¹’ = Esse 'unzinho' aí quer dizer que nesse lance de embaixada, entrevista e tralala, eu não manjo muito (na verdade não manjo nada ¬¬) Então eu peço desculpa por faltas de detalhes.

Desculpa a demora de postagem, esqueci que a Deluxe existia, mil perdoes! :(