"Você devia acertar as contas consigo mesmo,
Pelo menos pela sua própria saúde.
Mas se você realmente quer viver,
Porque não tenta, e faça você mesmo?
Faça você mesmo... "
Incubus - Make Yourself
Amanheci com a luz do sol em meus olhos, esqueci de fechar as benditas cortinas.
De calcinha estilo cueca preta com bolinhas brancas, regata bem fina e cabelo extremamente bagunçado, fui até a janela me espreguiçar e sentir o sol espanhol tocar minha face.
O primeiro pensamento do dia chamava-se Tom, minha imaginação voou até ele me permitindo tocar mais uma vez em seu delicado rosto, como se aquilo tudo fosse possível.
Um vento quente afastou meus pensamentos junto do barulho do celular.
-Pronto?
-Oi amor, como passou a noite? – pergunta Dan.
-Bem, acordei meio estranha, mas estou bem! – respondi meio que sem interesse de continuar aquela conversa.
-Meio estranha? Ta enjoada? Tonturas?
-Pára Dan, não é nada disso! – o interrompi nervosa.
-Ah tudo bem, não precisa ficar nervosa! Mas e aí ta com saudades do seu amorzinho, ta? – pergunta com aquela voz irritante imitando uma “criança”.
-Morrendo de saudades amor! – menti falsamente.
-Hmm bom saber! Te amo linda, agora tenho que desligar! – diz desligando rapidamente.
Nem liguei pra tal falta de educação, desligar o telefone sem ao menos esperar me despedir e uma tremenda falta de respeito.
Mas enfim, já são 11h da manhã e ainda tenho muito que arrumar.
Fiz o pedido de meu café da manhã e assim que coloquei o telefone no gancho liguei para meu irmãozinho.
-Alô?
-Maninho, vem aqui no meu quarto? – pedi com voz melosa.
-O que é que houve hein Alê? – pergunta com voz sonolenta.
-Quero colo eu posso?
-Ok to subindo!
Não demorou muito para que Gustav chegasse ao meu quarto.
-Entra! – falei já o puxando.
Gustav foi direto para a cama se sentando de costas para a cabeceira.
Dei um pulo na cama indo de encontro a seu colo.
-Sabe maninho, hoje o Dan me ligou, não senti aquela felicidade que antes eu sentia ao falar com ele! – comecei sentindo a mão de Gustav acarinhar meu cabelo. –To pensando seriamente em terminar tudo...
-Mas Alê, o cara é tão apaixonado por você, por que fazer isso com ele? – pergunta curioso.
-Gustav você ta surdo é? Poxa acabei de dizer que não sinto mais nada por ele, e você me pergunta isso?
-Você sabe que ele é meu melhor amigo!
-Sim sei, mas não posso ficar preso á alguém que eu não amo só porque é melhor amigo do meu irmão!
-Alê, pensa bem vai maninha, o cara te ama e seria um ótimo marido...
-Epa espera aí, nem pense em casamento numa hora dessas! – levantei de seu colo.
-Vocês já namoram há quase três anos, acho que já dá pra pensar em casamento! – diz como se aquilo fosse óbvio.
-Não Gustav, nem pense nisso, nosso relacionamento não está muito bem...
-Da sua parte, por que da parte dele está ótimo! – interrompe me fazendo ficar calada por alguns segundos.
-Por você eu não terminaria não é? – minha voz saiu embargada.
-Não, tudo o que quero tanto pra você como pra Ingrid é vê-las felizes, e quero que isso aconteça com alguém que eu tenha confiança! – começa arrumando meu cabelo que caía nos olhos. –Pense bem? – pede dando um murrinho leve em meu queixo.
-Ok! – finalizei a conversa voltando a deitar em seu colo.
Desde o abandono de nossa mãe, Gustav sempre se preocupou comigo e Ingrid, sempre foi nosso paizão apesar da pouca diferença de idade.
Por isso nunca contrariamos um pedido ou ordem dele, somos totalmente submissas á ele, pelo simples fato de ter cuidado de nós como um verdadeiro pai e mãe.
Conversamos sobre mais algumas coisas até as 14h da tarde, lembrei do encontro com Tom e pedi para me deixar sozinha para arrumar o ambiente.
Já eram 15h30min e nada de Tom chegar, ligava de cinco em cinco minutos para a recepção do hotel perguntando se alguém chegou perguntando por mim, e nada.
Foi exatamente as 15h45min que o garoto decidiu aparecer, meus cabelos já estavam em pé de tanta ansiedade, as roupas que havia pedido para Bill já tinham chegado e após olhá-las diversas vezes eis que a hora de vê-las naquele corpo estava chegando.
-Boa tarde! – deseja assim que me vê abrindo a porta.
-Boa tarde! É assim que trata suas clientes? Se atrasando? – perguntei meio “revoltada”.
-Desculpe senhorita, uma cliente me prendeu até agora querendo mais e mais e...
-Não precisa continuar! – pedi fazendo um sinal com a mão para parar. –Entre! – ordenei o vendo entrar de cabeça baixa. –Bebe algo? – perguntei indo até o pequeno bar na suíte.
-Água! – diz meio tímido.
-Como entrou nessa vida Tom?
-Você é repórter? – pergunta me olhando curioso e logo após olhando para meu pequeno estúdio improvisado.
-Fotógrafa! Não vai me responder? – perguntei novamente lhe entregando a água sinalizando a beirada da cama para nos sentar.
-Eu tinha 13 anos...
-Você era apenas um menino! – indignei-me o interrompendo.
-Pois é, morava na rua na época, uma vez estava andando sem camisa pelas ruas de Barcelona e me vi sendo parado por uma senhora... Ela me ofereceu dinheiro em troca... – parou para engolir em seco. –Em troca de meu corpo! – finaliza com a cabeça ainda baixa.
-Nossa que horror, velha sem vergonha! – me revoltei engolindo sem perceber a dose de vodca pura que havia me servido.
-Mas nem foi de todo ruim, acabei descobrindo que poderia ganhar dinheiro com a gostosura do meu corpo! – diz se orgulhando de si mesmo fazendo uma cara extremamente sexy.
-Ok tira a roupa! – ordenei rapidamente colocando o copo em cima da mesa.
-Nossa que rápida, se excitou com minha história senhorita? – pergunta tirando a camisa devagar me fazendo babar na cena.
-Primeiro: Não me chame de senhorita, chame de Alê ou Alessandra ok? E segundo: É pra tirar essa roupa e vestir essa! – ordenei dando-lhe as primeiras peças.
-Hã? – quando iria começar a responder bateram na porta.
-Já volto! – avisei acreditando ser Gustav, Ingrid ou até mesmo Bill.
Enganei-me. Senti meu coração parar ao vê-lo parado na porta...

1 comentários:
-Eu tinha 13 anos...
Não imagino TOM com treze anos feinho sendo GP!!! rsrsrsr Hoje ele seria um GRANDEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE garoto de programa... Ele esta bem tipo DELUXE BOY, né???
Seguindo....
Fabby
Postar um comentário