"Eu encontrei uma razão para mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar de novo
E a razão é você...”
(Hoobastank - The Reason)
Acordei com o lindo sol no rosto, aquela era a primeira vez que acordei com o sol e não reclamei, aliás, esse sol era apenas uma linda paisagem da manhã, por que o frio predominava naquele horário, eram 07h00 nunca pensei acordar tão cedo assim.
Levantei-me dando uma gostosa espreguiçada sorrindo como adolescente apaixonada, fui até a sacada do quarto e observei a linda manhã fria, sorri mais abertamente ao ver um lindo casal de pombinhos namorando no alto de uma torre elétrica, pensei na hora em meu ‘relacionamento’ com Tom, que até então era um perigo.
Voltei para o quarto indo até o banheiro, lavei o rosto, fiz minha higiene e pedi meu café, esse que rapidamente chegou e junto uma pessoa que alegrou meu dia.
-Tem pra dois aí? – pergunta entrando alegremente.
-Ah com toda certeza! – me pendurei em seu pescoço pra beijá-lo.
-Bill me contou tudo, Alê você foi muito corajosa, estou orgulhoso! – diz Georg indo se sentar comigo na mesinha que havia no quarto.
-É também me achei muito corajosa, mas sabe Ge, esse sentimento que ta dominando meu corpo e alma vem crescendo de uma forma tão assustadora, mas ao mesmo tempo tão bom, eu to apaixonada por ele, e quero a todo custo poder ficar juntinho daquele homem perfeito! – confessei alegre.
-Poxa, queria que uma mulher se apaixonasse por mim assim! – diz se fazendo de triste.
-Ah, pode parando senhor Listing, o pegador alemão querendo que uma mulher se apaixonasse por ele? Conta outra! – exclamei quase gritando recebendo uma almofadada dele.
-É se bem que namorar nessa idade crítica não é nada legal! – diz com carinha de pensador.
-Idade crítica?
-Sim, sabe quando você ta com os hormônios á mil? Querendo comer todas as menininhas do “bairro”? Nossa eu to assim, ontem fui numa festa, Alezinha que tentação, muitas gatas gostos...
-Chega! Não preciso ouvir suas taras! – o interrompi sorrindo. –Agora vamos comer por que hoje tenho que começar a ir atrás dos documentos do Tom!
-Então já está decidido? Ele será o tal modelo do Bill pra essa nova coleção? – pergunta mastigando biscoitos.
-Sim, aliás, nem mostrei as fotos para o Bill ontem, vou mostrar pra você, mas nem ouse dizer a ele se não já viu, você sabe que Bill não é gay, mas parece um quando ta dando seus pitis! – brinquei sorrindo levantando-me para pegar as fotos.
Fui até a mesinha onde estavam as fotos, as peguei e antes de mostrá-las á Georg não resisti vendo aquela em que ele estava sem camiseta, lembrei-me na hora do nosso momento no beco, o toque de suas mãos em meu corpo, sua boca explorando meu pescoço e seu cheiro, que cheiro era aquele...
-Alê? Hallo? Dormiu em pé foi? - pergunta Georg num grito me fazendo acordar do devaneio.
-Ain desculpa, então vamos lá, te apresento Tom Hernandez! – assim sendo mostrei as fotos para Georg, esse que observava atenciosamente cada fotografia.
-Deus do céu, agora entendo por que diz que é o clone do Bill. Se maquiar ele como Bill faz para apresentar seus desfiles eles ficarão idênticos! – diz espantado.
-Sim é o clone do Bill, só que mais corpudo, mas gostoso e com uma pegada, nossa que pegada...
-Agora quem não quer ouvir suas taras sou eu, ok dona Alê? – diz fazendo uma careta.
-Ok, ok. O importante é que ele me deixa louc...
-Err, psiu, não quero ouvir, você acha que sou algum amigo biba que ama ouvir as loucas aventuras da melhor amiga com outro homem? Nada disso, por mais que te ame e respeite como amiga, sinto ciúmes desses seus rolos por aí!
-Ok parei... – fiz um gesto como se estivesse fechando um zíper na boca. –Mas me diz, você acha que Bill vai gostar dele como modelo?
-Com toda certeza, claro que vai achar estranho a semelhança, mas ele é perfeito para a nova coleção do Bill bem jeito de rapper mesmo!
-Ótimo, mais tarde combino com Bill de trazer Tom aqui e mostro as fotos em sua presença! – finalizei me apoiando na cadeira para comer.
Terminamos de comer praticamente em silêncio, esse que só era quebrado com algum tipo de piada referente ao Dan que Georg fazia.
Eram 10h00 quando decidi ir atrás do meu Deluxe Boy, o sol nesse horário brilhava com mais intensidade, porém o gelo na cidade era congelante, Espanha estava em pleno inverno, quando todas as pessoas saem de suas casas cobertas dos mais quentinhos casacos, e eu naquele dia não estava diferente.
Sempre fui muito frienta, vesti uma segunda pele por baixo, uma calça jeans bem colada, uma bota de bico fino com um salto generoso e blusas, mais necessariamente três blusas quentinhas.
Saí num táxi rumo à rua estreita onde Tom “trabalha”, ao chegar ao local paguei o taxista e saltei indo diretamente para a entrada de sua vitrine, senti um arrepio ao ver sua cortina fechada, com toda certeza estava ocupado, fui até o ponto de taxi que havia perto da rua e sentei-me num dos banquinhos que com certeza era de um dos taxistas, fiquei observando de longe se saia alguém da entrada de sua vitrine, o tempo passava e nada de sair uma alma sequer.
Decidi então ir lá bater em sua porta, estava ficando agoniada com aquela falta de resposta.
Bati umas três vezes em seguida e nada, quando já estava começando a ir embora a porta se abre.
Tom apareceu com a carinha mais fofa do mundo, uma carinha de sono, aquele tipo de sono profundo que quando despertado ainda te deixa mole.
-Bom dia! – desejei sorrindo recebendo um sorriso dele também.
-Bom dia!
-E aí passou bem à noite? – perguntei sentindo borboletas brincarem na minha barriga.
-Até ainda agora tava sonhando com uma mulher perfeita, daí ela aparece e me acorda com essa carinha de anjo que tem! – diz sorrindo sem graça.
-Bom... – comecei disfarçando para que ele não visse meu rosto vermelho. –Vim pra começarmos a arrumar seus documentos! – finalizei voltando a olhá-lo.
-Sério? Espera aqui dentro que vou ali me arrumar! – diz rapidamente me puxando para dentro da vitrine saindo em seguida correndo.
O lugar era arrumadinho, mas em comparação a vida que tenho, aquilo era simples até demais, e isso obviamente me deixou excitada por alguns segundos, a simplicidade de Tom me deixava excitada, até por que eu já tive uma vida simples.
Sentei na cadeira que o vi pela primeira vez e comecei a sentir seu cheiro exalado no local, um cheiro bom de homem, homem que gosta de se cuidar, mas não chega a ser tão ridiculamente perfeito como Dan era...
-Pronto! Está frio não? – comenta abrindo a porta rapidamente.
-Sim está... – comecei levantando-me. –Você tem documentos não é?
-Tenho sim, no inicio era Lyah quem os guardava, mas quando completei a maioridade ela achou que eu mesmo poderia guardá-los comigo.
-Ótimo precisaremos deles para a solicitação de passaporte! – me dirigi até a porta, porém Tom interveio.
-Posso te fazer um pedido?
-Claro Tom, todos que quiser!
-Um beijo de bom dia!
Não sei ao certo onde foi parar o sorriso que abri, ele também esboçou um lindo sorriso, porém esse saiu tão inocente que não pude resistir, me aproximei de seu rosto e o beijei.
O beijo foi quente, com direito á exploradas de mãos por dentro da blusa. Sua mão não estava fria como da ultima vez, estava quentinha, e em meus seios ficaram ainda mais quente, já as minhas passeavam por seu abdômen definido, aquilo era maravilhoso.
Ele me encostou á parede para poder me explorar melhor, sua boca agora estava em meu pescoço, estava tudo tão bom, o ‘quarto’ de repente esquentou de uma forma absurda, e foi devido ao calor que pedi um espaço.
-Desculpa! Era pra ser apenas um beijo inocente! – diz sorrindo de canto.
-É isso que me encanta em você Tom, seu jeito carinhoso e ao mesmo tempo selvagem, há muito tempo não sou pega de jeito por um homem, aliás, tenho uma noticia! – sorri bobamente.
-É verdade, que noticia? – pergunta entusiasmado.
-Terminei com o Dan!
-Ok, agora mais do nunca quero sair daqui, aceito ser seu modelo, seu garoto de programa particular, mas preciso sair daqui, agora com essa sua atitude de enfrentar seu irmão mesmo sabendo que poderá não gostar, me fez ter mais coragem de abandonar Lyah! – diz me puxando para fora brincando.
Parei séria o observando sorrir tão alegremente, ele também parou deixando seu sorriso desaparecer.
-O que houve?
-Eu não sei o que está havendo comigo, mas é tão bom! – respondi voltando a sorrir.
-Eu também estou sentindo umas coisas estranhas, nunca havia sentido essas coisas, sempre fui objeto sexual das mulheres, aí de repente aparece uma que quer me ajudar a sair dessa vida e não apenas me usar!
-Na verdade eu quero te usar... – comecei pensativa. -Mas quero que seja só meu, apenas meu! – brinquei indo lhe dar um selinho.
-Pode ter certeza que não me incomodarei de ser usado por você! – finalizou me puxando para fora das vitrines.
-Onde tem uma Lan House por aqui? – perguntei já do lado de fora.
-Tem uma ali na esquina, mas pra que?
-Oras, precisamos emitir o formulário de requerimento para o passaporte, vamos que lá veremos melhor.
Puxei Tom até a tal esquina, fizemos tudo que no site da Policia Federal pedia e emitimos o formulário...

1 comentários:
Tom é tão apaixonante nessa fic...até eu quero ajudar ele kkkkk
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