"Eu olho em frente para todos os planos que nós fizemos
E os sonhos que tínhamos
Eu estou em um mundo que tenta nos levar para longe..."
3 Doors Down - It's Not My Time
Jörg chegou por trás tampando-lhe a boca, Lyah tentava gritar, mas sem chance.
-Se gritar estouro seu ouvido! – avisa apontando sua arma para o mesmo.
-O que quer de mim? – pergunta assim que sua boca foi destampada.
-Quero que deixe essa idéia idiota de suborno de lado!
-E se eu não quiser? – confronta sem ter medo do resultado.
-Não terei outra escolha, desculpe minha querida Lyah, foi você quem quis assim...
Jörg engatilhou sua silenciosa e sem pensar duas vezes executou seu plano...
***
Tom chegou de táxi ao beco, reparou que o carro de Lyah já não estava mais lá, decidiu então ir direto para seu apê.
Chegando ao mesmo achou estranho a porta estar totalmente escancarada, entrou rapidamente a procurando por todos os lados, ao entrar em seu quarto a viu deitada de costas para a porta, pensou estar dormindo, estava escuro e nada se via a não ser uma parte nua das costas de Lyah.
Iria fechar a porta e sair, mas algo lhe fez acender a luz.
A parte da frente de Lyah que estava de lado estava encharcada de sangue, o tiro bem dado na cabeça havia feito todo o sangue possível jorrar no branco lençol que na cama estava forrado, Tom sentiu seu corpo estremecer, ficou parado olhando para o corpo gélido da mulher que lhe iniciou na prostituição...
-Deus do céu, o que eu faço? – pergunta a si mesmo sem ver a cena da mulher atrás de si.
-Você... – gritou. –Você matou Lyah, desgraçado, você a matou... Policia!
A mulher gritava aos quatros cantos acusando Tom da morte de Lyah, o rapaz a reconheceu como vizinha de andar da velha que acabara de morrer.
Entrou em desespero, estava sendo acusado de matar uma mulher, ele nunca faria isso... Seu mundo estava desabando naquele instante, o instante que o segurança do prédio entrou no apê o pegando pelos braços empurrando-o com toda força contra a parede como se o mesmo fosse realmente um criminoso...
***
Estávamos os três jantando no restaurante ao lado do prédio.
-Eu não acredito que Ingrid foi capaz de fazer uma coisa dessas! – retruca Simone assim que Bill lhe contou o motivo pelo qual não estava com Ingrid naquele exato momento.
-Pois é mãe, mas nem estou sentido com isso tudo, é pagina virada para mim!
-Eu quem o diga! – brinquei lembrando-me de Lívia.
-E você querida? Como está depois disso tudo? – pergunta se referindo a Dan.
-Não o amava mais tia, Dan para mim era um homem comum, não tinha mais nenhum sentimento bom por ele, parece que senti que algo de ruim me aconteceria em relação á ele!
-Aí Tom entrou em sua vida! – diz sorrindo de orelha a orelha.
-Ele não é lindo, tia? Agradeço tanto á Deus por tê-lo colocado em meu caminho... – fui interrompida pelo barulho de meu celular. –Licença... Alô?
-Alê, é o Tom! – a voz dele estava apreensiva.
-Oi Tom, que voz é essa?
-Eu... Eu to preso! Lyah foi encontrada morta em seu apê e...
-O que? Onde você está? Diz que vou correndo! – o interrompi já agoniada.
-Eu vou ficar bem, vão averiguar o que houve no apê, mas enquanto não encontrar o verdadeiro culpado tanto eu como Diego que estava no apê seremos os únicos culpados!
-Não Tom, não pode ser, mas o que diabos estava fazendo lá?
-O que houve Alê? Por que está chorando querida?
-Tom está preso! Diz Tom, o que estava fazendo lá?
-Alê meu tempo de ligação está acabando, anota o endereço da DP caso queira vir até aqui!
Anotei o endereço, Bill entendeu o recado e logo pediu a conta, com certeza iria comigo até o local, Simone já chorava sem ao menos saber o motivo.
Eu sinto que ele é inocente, tenho total certeza.
-Tia, preciso te contar algo! – comecei olhando para Bill.
-Conte!
-O Tom, bom ele não tem uma vida muito normal, digo... – eu não sabia como poderia dizer aquilo. –Ele foi iniciado por uma mulher na vida sexual, e bem, essa mulher o iniciou também na prostituição! – Simone de branca passou a estar transparente.
-Meu Deus, água, preciso de água! – pede ameaçando desmaiar novamente, Simone era muito mole, até demais.
-Mas o que houve pra ter ido preso? – pergunta Bill dando a água para sua mãe.
-Lyah foi encontrada morta em seu apê e Tom estava lá!
-Quem é essa? – Simone já chorava descontroladamente.
-É a mulher que o levou para essa vida! – respondi também caindo no choro. –Eu tenho que vê-lo! – levantei-me entrando em desespero de repente.
-Vamos, eu também quero vê-lo! – concorda Simone também se levantando.
Pegamos um táxi mesmo, estava com pressa e não estava a fim de esperar Bill pegar o carro no estacionamento do hotel.
Fomos em silêncio até o local, meu coração pedia urgentemente para vê-lo, o sentia pequeno dentro de mim, aquilo poderia atrasar toda nossa viagem, mas na verdade não era esse meu pensamento, eu queria mesmo era vê-lo longe dessa roubada toda.
-Tom Kaulitz, precisamos falar com ele! – adianta-se o chamando pelo sobrenome do Bill.
-Kaulitz? Não há ninguém com esse sobrenome aqui!
-Ela está nervosa, o nome é Tom Hernandez, ele deu entrada hoje à noite aqui!
-Ah sim, o cara chorão! – zomba o policial atrás de balcão, Bill ligava para seu advogado para acompanhar Tom no caso. –Poderão vê-lo na cela provisória onde está, já que ainda não foi acusado de nada! – avisa nos levando por um corredor úmido e escuro.
Tom estava sentado no chão com a cabeça apoiada no joelho, o policial abriu a cela e nos deixou entrar.
-Anjo eu juro que não fiz nada, quando cheguei já estava aberto e ela na cama toda cheia de sangue! – diz rapidamente a me ver se jogando em meus braços.
-Eu acredito em você Tom e vamos te tirar daqui!
-Sim, vamos sim! – concorda Simone não agüentando ver Tom com os olhos vermelhos.
-Você tem noção de quem poderia ter sido? – pergunta Bill segurando o choro.
-Ouvi Lyah discutindo com alguém no quarto dela, pela voz era o tal do...
-Jörg! – Tom completou interrompendo Diego lembrando-se do nome.
-Jörg? Deus meu! – Simone parecia surpresa, mas aquilo não nos importava no momento.
-Jörg do que? Vocês sabem? – perguntei curiosa.
-Não, só o vi uma única vez discutindo com Lyah, na verdade apenas ouvi! – responde Tom já mais calmo.
-Boa noite! – deseja o advogado de Bill.
-Ah doutor que bom vê-lo! – Bill foi em direção do senhor para cumprimentá-lo.
-Não tenho boas noticias! – começa nos fazendo olhá-lo espantados. –Duas senhoras afirmam que você rapaz... – ele olhou para Diego.
-Eu? – Diego se assustou.
-Você é Tom? – Diego negou com a cabeça e apontou em silêncio para Tom. –Ok! Duas vizinhas de Lyah lhe acusou de discussões constantes com ela, e uma dessas afirmou vê-lo entrando em seu apê ás escondidas...
-Isso é um absurdo! Eu nunca discuti com Lyah e nem muito menos entrei em seu apartamento, ela nunca me deu intimidade para ter a chave, ou seja lá o que for! – Tom se desesperou. –E essas mulheres, elas definitivamente não sabem o que dizem! – sua voz estava ficando cada vez mais alterada.
-Calma Tom, você não pode se desesperar nesse momento amor, vai dar tudo certo! Doutor em quantos dias sairá os primeiros resultados das provas?
-A policia dessa cidade é lenta para tudo, creio que em cinco dias teremos tudo resolvido se realmente ele não for o acusado!
-Cinco dias? – Bill e eu perguntamos juntos.
-Sim, ou até mais!
-Oh Deus! – exclama Bill sentando-se na “cama” da cela.
-O que houve filho?
-O desfile de lançamento é daqui a quatro dias! – começa angustiado. –Precisaria tanto de Alê como de Tom que será o meu mais novo modelo! – finaliza olhando para a carinha entristecida de Tom.
-Tudo acabou, vão sem mim, tenho certeza que a perfeita senhorita Dominguez encontrará outro cara, e alguém melhor que eu, bem melhor! – a voz dele me dava apertos no coração, o abracei num impulso e desabei a chorar.
-Eu não vou sem você Tom, não vou! Nunca amei dessa forma e não será agora que perderei fácil um amor desses! – exclamei me agarrando mais á ele.
-Não fica assim anjo, você precisa ir mesmo sem mim, mas precisa!
-Não precisa não, até por que não irei sem você Tom! – Bill se pronunciou com a expressão mais chorosa que já vi nele.
-Ninguém sairá enquanto não resolvermos tudo o que tem que ser resolvido! – Simone se manifestou convicta. –Bill cancele o desfile ou adie, mas não deixaremos esse garoto sozinho nessa! – continua secando a lágrima que caía.
-E seu amigo, tem chances de ser o culpado? – perguntei baixinho com meu rosto grudado no seu.
-Tenho certeza que não, ele ainda estava no quarto de hospedes quando a louca começou a gritar, ficou tão pasmo com a cena quanto eu, ele não tem culpa Alê! – responde também baixinho.
-Vamos dar um jeito pra ajudá-lo também!
-Acho que por hoje já chega não é mesmo? – o policial apareceu batendo com seu cassetete na grade.
-Voltarei amanhã para saber se há algum resultado, e darei um jeito de colocar a policia atrás desse Jörg! – finaliza o doutor saindo da cela.
-Como vai passar a noite? Tem algo pra se cobrir?
-Não se preocupe comigo, já morei na rua e não me importo com isso!
-Vamos, vamos! Acabou o tempo senhorita! – o policial parecia furioso.
-Eu te amo e nunca se esqueça disso! – beijei seus lábios com ternura e logo após saí juntamente com Simone e Bill...
Gente, esse lance de ser preso, advogado e tal, não entendo nada, até por que nunca fui presa! Ufa... HAUHAUAHUA
Espero que vocês curtam os próximos capítulos! D:
Beijos.

1 comentários:
Ahhhh Tadinho do Tomdelicia :/
Quero maisssssssss
Beijo
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