"Mas eu sei que devo seguir em frente
Embora doa eu devo ser forte
Porque dentro de mim, eu sei que muitos se sentem desse jeito... "
Creed - Don't Stop Dancing
-O que faz aqui traste? – perguntei o fazendo levantar a cabeça. –Oh dó, está chorando! Por que será? – dei uma pausa. -Por que o amigo descobriu da pior maneira que o traste presente NUNCA seria um bom marido pra mim como ele imaginava? Tadinho!
-Alejandra, por favor...
-Por favor, um caramba Dan, então era com a minha própria irmã que você me traia?
-Você já sabia disso Ale? – pergunta Gustav me interrompendo.
-Sim, no dia que terminei com ele, o mesmo confessou que me traía, porém não disse com quem! Aliás, havia me ameaçado caso contasse pra você!
-Ameaçou minha irmã?
-Gustav não é bem assim...
-É assim sim! Você e Ingrid fazem um par perfeito mesmo, dois safados sem vergonha! Agora vem com essas lágrimas falsas querendo pedir perdão? Por que pra estar aqui só pode ser isso!
-Ale pega leve! – pede Gustav calmo.
-Não Gustav, você teve preconceito por eu ter conhecido alguém legal, mas que infelizmente tem uma vida que não é bem vista pelas pessoas, e olha só, bem debaixo do seu nariz as duas pessoas que mais você deve ter confiado nesses dias que não falou comigo devido Tom, te traiu! E eu? Como fiquei sem você? Com certeza não pensou nisso, pior, foi egoísta não aceitou esse começo de relação minha com Tom, e se acha que tive algum tipo de relação sexual com ele enquanto estava com Dan, pode ter certeza que está mais do que enganado, pois até começamos, mas parei depois de ver um bilhete desse inútil! – desabafei perdendo o ar.
-Dan sai daqui! – pede Gustav.
-Gustav precisamos conversar, cara!
-Precisa é? – interrompi respirando fundo. –Você vai é conversar com a minha mão...
Parti pra cima dele com toda vontade que me invadia naquele momento, os murros foram certeiros, acertei o nariz e em seguida a boca abrindo um corte em seu lábio.
-Chega Alessandra! – pede Gustav me tirando de cima de Dan. -Você traiu minha irmã, pior, aceitou a outra de boa, se fosse homem de verdade, mesmo se Ingrid tivesse te seduzido, diria não! Mas foi fraco e covarde! Nem você e nem Ingrid merece as pessoas traídas como Ale e Bill! – diz Gustav aos gritos, abrindo a porta para que Dan saísse do quarto. -Sinceramente não esperava isso de Ingrid, de Dan até seria certo, mas dela não.
-Não irei chorar como Bill, ele realmente lhe amava, tenho certeza que não terá volta, pois Bill não é de perdoar fácil uma traição.
-Veio falar sobre a situação? – pergunta Gustav me fazendo “acordar”.
-Não! Quero saber mais desse filho perdido de Simone!
Ele apontou a poltrona em seu quarto e se sentou numa de frente para a minha.
-Você sabe que Simone separou-se de Jörg quando teve Bill certo? – começou.
-Sim! Aliás, já ouvi Simone dizendo que se separou por que lhe batia demais e que Bill nasceu de sete meses devido uma surra que ele deu nela grávida! Mas o que tem isso a ver com o Tom?
-Bom, quando os gêmeos nasceram, Jörg tentou roubar os dois de Simone, como castigo pela separação, ameaçou entregar as crianças pra qualquer entidade ou vendê-las clandestinamente para casais que não podem ter filhos se ela não voltasse para ele, e isso em partes aconteceu, ele conseguiu roubar uma das crianças e vendeu para um casal, mas Simone nunca soube o paradeiro deles!
-Nossa que horror! E por que acha que Tom seja o filho perdido dela?
-Ale vai me dizer que você não percebeu a semelhança daqueles dois? É incrível como se parecem, isso por que Simone ainda não viu Tom, pois pode ter certeza que irá achar a mesma coisa! – diz mais animado.
-Incrível como as pessoas mudam de opinião duma hora pra outra! – comentei o encarando séria, o vendo baixar a cabeça por alguns instantes.
-Fui errado eu sei, e outra, eu nem sabia que você estava com essas idéias de levá-lo para Alemanha, quer mesmo tirá-lo dessa vida não é?
-Quero sim, e nem me envolveria tanto se ele não quisesse mudar, mas me apaixonei e lutarei até o fim se necessário pra tirá-lo dessa vida!
-Tenho orgulho de você, e me arrependo de ter feito e falado tudo aquilo, realmente Dan não era o que eu imaginava, me desculpe Ale!
-Hey chega ok? Todos erramos e julgamos errado uma vez na vida, eu te amo e nunca iria odiá-lo por não aceitar esse relacionamento, mas você também deve saber que eu não iria desistir de minha felicidade devido sua rejeição, te amo mesmo Gustav, mas uma coisa é te amar e outra bem diferente é abrir mão da minha felicidade por esse amor que sinto por você! – finalizei indo sentar-me em seu colo sentindo seu cheiro confortador novamente.
-E Ingrid, como será que está? – pergunta ele acariciando meus cabelos.
-Sinceramente? Não quero saber, Bill está mal Gustav, ele amava aquela pirralha, e olha só o que ela fez? Aliás, vou até ele ver como está! – falei levantando-me.
-Ok, não comenta nada sobre essa coisa de irmão roubado não, ta?
-Tudo bem, não comentarei!
Saí assim que lhe dei um beijo demorado na bochecha e acariciado seu rosto o observando bem, Gustav era tudo para mim, e aqueles dias sem falar com ele estava me matando aos poucos.
Subi rapidamente para o quarto de Bill, a porta estava destrancada, Georg tentava a todo custo lhe dar algo para comer, mas pelo jeito Bill rejeitava.
-Porque não quer comer hein? – perguntei sentando-me ao seu lado.
Bill estava com os olhos semi inchados de chorar, até chorando aquele garoto conseguia ser lindo, sorri de canto e passei os dedos em seu rosto, em seguida fiz sua cabeça repousar sobre meu colo.
-A vida continua Bill, deve ser difícil perder alguém que ama dessa forma, mas não devemos sofrer por tão pouco, Ingrid poderia valer algo se não tivesse feito o que fez!
Bill levantou-se passando a me fitar, enxugou a lágrima que já estava pronta para cair e olhou para Georg.
-A amizade realmente é a coisa mais pura e linda que existe, vocês dois são tudo pra mim, Ingrid me machucou e com certeza não deve estar chorando por mim e sim por que foi descoberta, você tem razão maninha, não vou chorar mais! É difícil, não negarei, mas não tem por que eu sofrer a toa! – diz pegando o suco da bandeja trazida por Georg.
-É assim que se fala moleque, estamos aqui sempre pra te ajudar, e olha se Ale não estivesse toda derretida pelo Tom, eu iria tentar juntar vocês dois! – brinca Ge fazendo carinha de sério fazendo Bill sorrir.
-Palhaço! – resmunguei me entregando a um sorriso meigo. –Mas é bom que o faça sorrir, que tal sairmos hoje? Balada? Jantar á três? – perguntei fazendo uma cara de malicia na ultima opção.
-Eu acho que você tem tara por nós dois, confessa vai Ale? – pede Georg piscando.
-Ahh... Tipo, se eu fosse solteira... – parei pra sorrir. –Eu não negaria dar umas pegadinhas em vocês dois! Fala sério né? Se olhem no espelho, são lindos e perfeitos, nenhuma mulher resiste á tanto charme! – confessei soltando o ar após falar rapidamente.
-Eu sempre tive vontade de fazer uma coisa na vida... – começa Georg pensativo. –Olha um celular vibrando ali! – diz ele apontando para a mesinha ao meu lado direito.
Foi eu virar o rosto para Georg me abraçar, Bill caiu na risada e eu tentava a todo custo tirá-lo de cima de mim, começamos ali uma guerra de travesseiros divertida para fazer Bill esquecer por alguns longos segundos que nada houve em seu dia estressante...
***
Lyah estava em sua frente querendo uma resposta, Tom não queria lhe responder, mas não tinha outro jeito, tinha que mentir.
-Eu... Eu gostei da garota, mas não nesse sentido que está pensando Lyah, adorei o corpo dela e simplesmente estou aproveitando o momento, quero poder trazer mais dinheiro pra você, ela é riquinha, tem dinheiro e pode ter certeza que estou conquistando direitinho sua confiança, aliás, ela me disse que até ir embora se você tentar impedir de me ver, oferecerá mais dinheiro, mas não deixará de passar uma noite sequer comigo até ir embora! – mente esperando a resposta de Lyah que ficou pensativa do nada.
-Se eu regular você pra ela, a patricinha solta mais grana? – pergunta fazendo cara de “Foi isso que entendi?”.
-Exatamente!
Tom não queria falar aquilo, mas talvez ajudasse para conseguir sair segunda para a entrevista na embaixada, Ale com toda certeza o apoiaria em sua decisão e não o julgaria por ter mentido.
-Ótimo! – começa olhando para o nada, ainda pensativa. –Se ela vier aqui, espero que eu esteja, irei cobrar o triplo de uma hora! – avisa saindo com cara de ambiciosa.
Tom suspirou fundo indo até o bolso de sua calça, na noite anterior mexeu no celular de Ale pegando seu número para o caso de ocorrer algo, foi até o telefone publico que havia ali perto e discou o número...
***
Os três foram vencidos pelo cansaço, sorriam satisfeitos pela brincadeira inocente, o silêncio tomou conta do lugar e novamente Bill fechou a cara.
-Então? Balada? Jant... – fui interrompida pelo som de meu celular. –Alô?
-Oi é o Tom!
-Oi! Como conseguiu meu telefone? – perguntei já sorrindo.
-Espero que não se importe, fui um pouco atrevido em pegar em seu celular! - responde com uma voz de constrangimento.
-Não tem problema, e então, qual é o motivo dessa maravilhosa ligação? – Bill e Georg se olharam já sacando de quem era a voz do outro lado.
-Lyah! – começa respirando fundo e logo soltando o ar. –Eu tive que inventar uma mentira pra poder vê-la novamente Alê, e queria te adiantar antes que Lyah solte seu veneno em você!
-Nossa e o que você inventou?
-Falei que só te queria por interesse, que somente seu corpo e dinheiro me agradavam, e isso não é verdade Alê, to apaixonado por você e jamais diria isso e nem muito menos pensaria!
-Eu sei que não Tom, e posso ver isso em seu olhar, não se preocupe querido, se isso ajudar em nossas fugas para o lance do passaporte pode ter certeza que apoio sua decisão!
-Você é linda sabia?
-Você é mais!
-Não você é mais...
-Você...
-Hey, que tal convidá-lo pra sair conosco? – pergunta Georg revirando os olhos devido a conversa melosa de nós dois.
-É verdade! Tom tem como você dar uma escapa daí pra ir comigo á uma baladinha?
-Lyah já deve ter ido para seu apartamento, acho que dá sim, qualquer coisa minto mais pra ela! – responde sorrindo.
-Ok, passamos aí em uma hora ok?
-Ok. Estarei pronto!
-Te adoro!
-Também te adoro! Até!
E assim Tom desligou o telefone, aquele sentimento estava se tornando mais forte do que eu, só percebi que estava ‘babando’ quando Georg passou um pedaço do lençol de Bill em minha boca.
-Que foi? – perguntei sem saber o que rolava.
-Ta linda toda babona assim dessa forma! – diz Bill mexendo em meus cabelos.
-Ahh parem com isso! – comecei sorrindo dando um pulo da cama. –Bill trate de ir logo tomar um bom banho relaxante, estarei aqui em 40 minutos, e quero ver lindo e... Bill Kaulitz! O mesmo serve pra você ok Georg Listing? – avisei já na porta.
-Que lindo, enquanto a bonitinha vai estar lá nos amassos com o Boy dela, nós dois ficaremos chupando dedo...
-Opa! Chupando dedo se quiser! Aqui o que não falta é mulher bonita, terá de sobra para os dois! Ouviram né? Vão tomar banho e ficar cheirosinhos! – e assim jogando um beijo para os dois saí correndo para o elevador.
***
-O que seria de nós sem ela? – pergunta Bill assim que Alê saiu do quarto.
-Nada, assim como sei que ela não seria nada sem nós! – responde Georg com cara de metido.
-Idiota! – Bill jogou um travesseiro no amigo. – Vou tomar banho! – finaliza
-É eu também vou! Nos vemos mais tarde! – diz Georg saindo do quarto e indo para o seu no mesmo corredor que o do Bill.
***
Entrei feliz da vida em meu quarto, Bill poderá se recuperar rápido desse choque todo, ele é um homem forte e decidido.
Essa noite eu quero arrasar para meu boy lindo, tomei um rápido banho, porém não menos relaxante, passei meu hidratante por todo o corpo, vesti um lindo vestido prateado discreto e uma sandália preta nos pés, brincos de argola média e um simples colar para dar um pouco mais de brilho.
Arrumei meu cabelo solto mesmo, uma make preta, lápis preto e rímel transparente apenas para arrumar os cílios, Gloss na boca e bem pouco de blush nas maçãs do rosto.
Saí corredor a fora sorrindo de orelha a orelha, queria ver meu príncipe o mais rápido possível, cheguei ao andar onde estava Bill e Georg, bati na porta de Bill e entrei em seguida assim que Georg a abriu.
-E aí? Estão pronto? – perguntei mesmo estando na cara que Bill ainda não estava.
-Sem make, ou com make? – pergunta com o rostinho mais bem lavado que já vi nos últimos anos que o conheço.
-Natural! Você fica perfeito ao natural! – sugeri sorrindo sentando-se á cama.
-Sei! – começa me olhando de canto. –Você ta é com medo de eu demorar na make! Mas ok, sua opinião já diz tudo! – finaliza entrando no banheiro ainda enrolado na toalha.
Assim que Bill terminou seu look saímos primeiro indo pegar Tom com o carro alugado por Georg, ao chegar saí correndo em direção ao beco o encontrando sentado conversando com outro rapaz, ele estava lindo, aquela noite pelo menos para mim, prometia...

2 comentários:
Aiii adooorooo
Isso mesmo Bill, nada de ficar triste, a vida continua o//
Hummmm party adoro hashuahashua
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